Indignação
Por Books
Na semana passada, enquanto me arrumava pro trabalho, fiquei vendo no programa da Ana Maria Braga, o Mais Você, uma entrevista por telefone da apresentadora com um alpinista que estava prestes a escalar o Everest sem auxílio de oxigênio suplementar. A primeira pergunta que não me saía da cabeça: que tipo de burro é esse? Mas enfim, durante o papo e depois dele foram reprisadas entrevistas que a produção do programa havia feito com a família do cidadão: mulher, filhos bebês, pai, mãe, todos visivelmente temerosos com o esporte pelo qual o engenheiro de alimentos havia trocado sua estável profissão.
Naquele momento fiquei muito indignada. Não me conformei de um cara que tem família, filhos e pais preocupados deixe tudo isso para simplesmente... Chegar ao topo do Everest em condições tão adversas. Ok, para ele aquilo poderia ser um máximo e para mim não, tudo bem. Mas mesmo sabendo disso, não me conformei como um cara desses poderia fazer uma coisa daquelas numa boa, feliz e mais, que ele se sentiria realizado com aquele perigosíssimo feito. Ele ia, feliz, arriscar sua vida, mesmo com as responsabilidades de pai e marido que carregava?
Comentei essa minha indignação com as pessoas ao meu redor, obviamente em vão, eu nada poderia - e nem fazia questão - fazer para mudar o curso da vida do rapaz que eu nem conheço. Mas aquilo realmente me deixou perplexa. Hoje, dando uma olhada no Terra, vi uma manchete que anunciava que "Alpinista brasileiro morre ao escalar o Everest". Era ele, Vitor Negrete. Obviamente, como vi a notícia logo que ela foi postada, e dar em primeira mão no jornalismo online vale muito mais do que noticiar depois, com mais e melhores informações, havia na nota duas linhas de registro. Mas agora a notícia está mais completa e afirma que "o desgaste excessivo teria sido responsável pela morte".
Diante disso, não sei mais o que dizer. Só que eu continuo acreditando que as pessoas não devem arriscar suas vidas por tão pouco quando se tem tanto.
Na semana passada, enquanto me arrumava pro trabalho, fiquei vendo no programa da Ana Maria Braga, o Mais Você, uma entrevista por telefone da apresentadora com um alpinista que estava prestes a escalar o Everest sem auxílio de oxigênio suplementar. A primeira pergunta que não me saía da cabeça: que tipo de burro é esse? Mas enfim, durante o papo e depois dele foram reprisadas entrevistas que a produção do programa havia feito com a família do cidadão: mulher, filhos bebês, pai, mãe, todos visivelmente temerosos com o esporte pelo qual o engenheiro de alimentos havia trocado sua estável profissão.
Naquele momento fiquei muito indignada. Não me conformei de um cara que tem família, filhos e pais preocupados deixe tudo isso para simplesmente... Chegar ao topo do Everest em condições tão adversas. Ok, para ele aquilo poderia ser um máximo e para mim não, tudo bem. Mas mesmo sabendo disso, não me conformei como um cara desses poderia fazer uma coisa daquelas numa boa, feliz e mais, que ele se sentiria realizado com aquele perigosíssimo feito. Ele ia, feliz, arriscar sua vida, mesmo com as responsabilidades de pai e marido que carregava?
Comentei essa minha indignação com as pessoas ao meu redor, obviamente em vão, eu nada poderia - e nem fazia questão - fazer para mudar o curso da vida do rapaz que eu nem conheço. Mas aquilo realmente me deixou perplexa. Hoje, dando uma olhada no Terra, vi uma manchete que anunciava que "Alpinista brasileiro morre ao escalar o Everest". Era ele, Vitor Negrete. Obviamente, como vi a notícia logo que ela foi postada, e dar em primeira mão no jornalismo online vale muito mais do que noticiar depois, com mais e melhores informações, havia na nota duas linhas de registro. Mas agora a notícia está mais completa e afirma que "o desgaste excessivo teria sido responsável pela morte".
Diante disso, não sei mais o que dizer. Só que eu continuo acreditando que as pessoas não devem arriscar suas vidas por tão pouco quando se tem tanto.
