<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391</id><updated>2011-11-23T13:32:49.599-08:00</updated><title type='text'>BLOGAÇA!!!</title><subtitle type='html'>"A Cada Acesso, uma Mudança"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-114805205652507123</id><published>2006-05-19T08:15:00.000-07:00</published><updated>2006-05-19T08:20:56.550-07:00</updated><title type='text'>Indignação</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Books&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, enquanto me arrumava pro trabalho, fiquei vendo no programa da Ana Maria Braga, o Mais Você, uma entrevista por telefone da apresentadora com um alpinista que estava prestes a escalar o Everest sem auxílio de oxigênio suplementar. A primeira pergunta que não me saía da cabeça: que tipo de burro é esse? Mas enfim, durante o papo e depois dele foram reprisadas entrevistas que a produção do programa havia feito com a família do cidadão: mulher, filhos bebês, pai, mãe, todos visivelmente temerosos com o esporte pelo qual o engenheiro de alimentos havia trocado sua estável profissão.&lt;br /&gt;Naquele momento fiquei muito indignada. Não me conformei de um cara que tem família, filhos e pais preocupados deixe tudo isso para simplesmente... Chegar ao topo do Everest em condições tão adversas. Ok, para ele aquilo poderia ser um máximo e para mim não, tudo bem. Mas mesmo sabendo disso, não me conformei como um cara desses poderia fazer uma coisa daquelas numa boa, feliz e mais, que ele se sentiria realizado com aquele perigosíssimo feito. Ele ia, feliz, arriscar sua vida, mesmo com as responsabilidades de pai e marido que carregava?&lt;br /&gt;Comentei essa minha indignação com as pessoas ao meu redor, obviamente em vão, eu nada poderia - e nem fazia questão - fazer para mudar o curso da vida do rapaz que eu nem conheço. Mas aquilo realmente me deixou perplexa. Hoje, dando uma olhada no Terra, vi uma manchete que anunciava que "&lt;a href="http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI1012179-EI1882,00.html"&gt;Alpinista brasileiro morre ao escalar o Everest&lt;/a&gt;". Era ele, Vitor Negrete. Obviamente, como vi a notícia logo que ela foi postada, e dar em primeira mão no jornalismo online vale muito mais do que noticiar depois, com mais e melhores informações, havia na nota duas linhas de registro. Mas agora a notícia está mais completa e afirma que "o desgaste excessivo teria sido responsável pela morte".&lt;br /&gt;Diante disso, não sei mais o que dizer. Só que eu continuo acreditando que as pessoas não devem arriscar suas vidas por tão pouco quando se tem tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-114805205652507123?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/114805205652507123/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=114805205652507123' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/114805205652507123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/114805205652507123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2006/05/indignao.html' title='Indignação'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-112421607355585002</id><published>2005-08-16T11:13:00.000-07:00</published><updated>2005-08-16T11:14:33.560-07:00</updated><title type='text'>BOTECOTERAPIA</title><content type='html'>MURAD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses num típico bate-papo de boteco – o melhor centro de terapia de boêmio já inventado –, um amigo disse resoluto: “decidi arrumar outra mulher!”. E antes que pudéssemos falar qualquer coisa ele já emendou: “não vou deixar minha esposa, quero arrumar mais uma. É mais fácil e menos traumático. Ao invés de ter que me divorciar e me preocupar em procurar outra, vou cozinhando o galo – no caso a fêmea do bicho, enfim –, e fico na moita a espera de outra”. Era uma teoria, apesar de tudo, mas enquanto ele molhava o bico não tivemos reação e ele continuou: “e também me previno da crueldade da dor de pé-na-bunda feminina”.&lt;br /&gt;O amigo, que contraiu matrimônio muito cedo e já estava casado há tempos, devia estar sofrendo com a rotina do relacionamento, logo pensamos. Mas o melhor, ou o pior – ainda hoje não sabemos –, estava por vir. Como justificativa para a pulada de cerca ele nos contou o infortúnio de um velho conhecido. Chamemos o pobre diabo apenas de cidadão para preservar o resquício de dignidade que lhe sobrou. O infeliz, muito trabalhador e mais boêmio ainda, tinha se casado há um punhado de anos com uma jovem interiorana, muito prendada e simpática até, e que não queria mais nada da vida do que viver feliz com seu amor. Mas com os anos de relacionamento o fogo da paixão abrandou e, dando uma força pra sorte, o cidadão acabou conhecendo uma moça da cidade grande de passagem por aquelas bandas. O flerte esquentou, virou uma picância, a mulher se tornou amante e em pouco tempo já exigia um casório com papel passado. O pobre coitado, apaixonado e vislumbrando uma vida maravilhosa na capital, decidiu ser, enfim, honesto com a esposa e lhe contou o acontecido. Mal a tinta do contrato de divórcio secou, os pombinhos já saíam da igreja direto para às núpcias. Mal sabia ele que nesse exato momento seu destino estava selado... Na capital não poderia levar vida melhor. Feliz da vida com a nova esposa, o cidadão ia de vento em popa no trabalho e dava tudo do bom e do melhor para a nova paixão. Enquanto isso, no interior, a infeliz abandonada trocou as lágrimas pelos livros e, no mesmo pique de um velocista na prova dos 100 metros rasos, fez o supletivo, passou no vestibular, se tornou bacharel em direito, prestou concurso público, virou promotora, fez carreira pública e se tornou juíza. E quem pensa que toda essa mudança radical tinha como meta se tornar uma mulher independente, bem-sucedida profissionalmente e uma invejável mãe de família, se enganou. Dominada pela cólera desde o pé-na-bunda, a moça não pensava em nada senão no aniquilamento do ex-amor. Com o gosto de vingança na boca e o conhecimento da faculdade na cabeça, a já pra lá de emancipada mulher entrou com um processo contra o ex-marido por abandono de lar e, para desgosto do pobre diabo, ganhou a causa. O cidadão perdeu até as calças para pagar o preço da pulada de cerca e até hoje vive miserável com a dama da capital, da qual virou capacho para sobreviver. A simpática interiorana seguiu firme no ofício de magistrada, onde fez fama de botar medo até nos maridos mais machões. Nosso amigo teve que mudar de planos semanas depois, quando levou um pé-na-bunda da esposa que o deixou para viver com o vizinho – que sempre a ajudava nas tarefas domésticas enquanto ele estava no bar. Nós, bem, nós continuamos batendo ponto no boteco e contando esta fantástica história para todo cidadão prestes a entrar na forca, digo, contrair matrimônio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-112421607355585002?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/112421607355585002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=112421607355585002' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/112421607355585002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/112421607355585002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/08/botecoterapia.html' title='BOTECOTERAPIA'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111904476311237364</id><published>2005-06-17T14:45:00.000-07:00</published><updated>2005-06-19T16:00:52.070-07:00</updated><title type='text'>A cerveja da sexta-feira</title><content type='html'>“Che” Bagaça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos profissionais que conheço aprecia um happy hour em qualquer dia da semana, mas o recorde de movimentação para uma cerveja depois do expediente é mesmo na sexta-feira. Não foi à toa que este dia ganhou o apelido de “sexta-breja” e os bares de calçada, mesmo os mais pés sujos, ficam lotados. É possível encontrar gente de todas as classes e das mais variadas profissões. Para mim, um bar aberto na sexta-feira é um dos lugares mais democráticos do País. Até nosso vice-presidente, José Alencar, que é do PL e atualmente ministro da defesa, reconhece que um dos melhores lugares para se debater os problemas do Brasil seria na mesa de um bom e velho botequim, só esqueceu de falar da sexta-feira. A discussão política é uma das mais freqüentes na zona boêmia e as idéias para solucionar os problemas sociais do brasileiro são bem interessantes, pena que nenhuma delas tenha validade.&lt;br /&gt;A popularidade do último dia útil da semana é tão grande que ganhou até hit para propaganda de cerveja, a Bavária. Quem não lembra da clássica musica sertaneja para homenagear o dia: “Hoje é sexta-feira traga uma cerveja...”. A campanha fez sucesso no Brasil inteiro, inclusive nas classes mais baixas. Muitos trabalhadores não têm dinheiro nem para sustentar a família, mas não deixam de tomar a sua merecida “loira gelada” na sexta-feira. Nessa brincadeira, o tão suado dinheirinho vai todo embora e as suas respectivas mulheres são as que ficam irritadas com isso.&lt;br /&gt;Quem lida com a contratação de pedreiros para reformar a casa sabe que a maioria desses trabalhadores sempre exige que, pelo menos parte da sua remuneração, seja feita sempre nas sextas-feiras enquanto durar o serviço. Almoçando com alguns que trabalham atualmente na minha casa descobri que a cerveja depois do expediente é um dos motivos disso. “Ahh temos pelo que tomar a nossa do final de semana, né”, disse um deles que não lembro mais o nome. De imediato lembrei de uma história que apurei quando era repórter do Barra Pesada, programa jornalístico veiculado pela RBA, emissora do Pará. Estava de plantão exatamente em um sábado de manhã quando recebemos a denúncia de um homicídio ocorrido na noite anterior em um bairro do subúrbio de Belém. Segundo a pessoa que ligou para a redação do jornal, a notícia se tratava de um crime passional. Quando cheguei no local encontrei um homem com uma faca enterrada no peito. Ele estava caído no chão da cozinha com a cara dentro de uma panela de feijão. Segundo a vizinha, que me serviu de fonte, o assassinato teria acontecido por que a mulher do falecido não agüentava mais a bebedeira do marido. Todas as sextas ele chegava embriagado em casa. E a sua profissão era a de pedreiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111904476311237364?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111904476311237364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111904476311237364' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111904476311237364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111904476311237364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/06/cerveja-da-sexta-feira.html' title='A cerveja da sexta-feira'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111893337515802671</id><published>2005-06-16T07:41:00.000-07:00</published><updated>2005-06-16T07:49:35.166-07:00</updated><title type='text'>Quando a ressaca vira tsunami</title><content type='html'>Por Marinoca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa no momento em que você abre os olhos cheios de maquiagem de ontem e olha para as roupas amassadas e cheirando a cigarro no lugar de um pijama. Aí levanta com enjôo e sem voz e antes mesmo de conseguir se equilibrar em pé para correr para o banheiro já sente algo parecido com culpa. A cabeça está doendo e seu reflexo no espelho representa pelo menos uma parte do que seu corpo está sentindo. Ao tentar arrumar o cabelo um chiclete sai do maior ninho formado pelos fios “Por isso aquele cheiro de hortelã maldito”.&lt;br /&gt;No começo é tudo meio imaginário as imagens da balada vão aparecendo aos poucos e sem nenhuma linearidade temporal. Daí você começa a se perguntar coisas como: “Mas o que eu estava fazendo em cima daquele muro com duas lanternas na mão?”. É mais ou menos nessa hora que você olha pra baixo e percebe um curativo na altura do seu calcanhar. Conclui então que apesar de não saber como subiu no muro você já pode imaginar como foi a descida.&lt;br /&gt;Aí, quando você começa a tentar uma técnica budista (inventada por você mesmo) para esquecer de vez a noite de ontem e nunca mais lembrar, toca o telefone. A vida é assim. Sempre tem um amigo para contribuir, com certo prazer, com a sua dor de estômago de remorso. Ele sempre começa com um adjetivo que explica boa parte da sensação “acho que fiz merda”, como: “E aí, beijoqueira???” ou “Ta vivo, cantor?” e a pior “Já se recuperou, Demi Moore???”.&lt;br /&gt;Nessa hora a curiosidade fala mais alto e você pede explicações. O amigo do dia seguinte geralmente não é do tipo caridoso e faz questão de explicar com a maior riqueza de detalhes possível o que aconteceu enquanto você se retorce desesperadamente na cadeira. “Daí você pegou na mão dele e começou a cantar ‘you’re just too good to be true...’”. Se você ainda ia vomitar é nessa hora que corre pro banheiro.&lt;br /&gt;Agora você já parou de sentir as dores e só quer saber logo de tudo e voltar a dormir. “Mas e o muro, por que eu fui parar em cima de um muro e que machucado é esse no meu calcanhar?”. Tem vezes, no entanto, que o amigo sádico não é suficiente pra desvendar os mistérios. “Que muro? Quando eu saí de lá você ainda estava dançando com fulano, não sei como você foi embora!”.&lt;br /&gt;Você desliga o telefone e bate uma preocupação nova “Meu Deus! Como foi que eu paguei a conta???”. Começa então a busca pelo canhoto do cheque ou comprovante de venda do cartão. Eventualmente você encontra algo que, pela quantidade de números, te explica mais um pouco as coisas. &lt;br /&gt;Depois, mesmo sem muita certeza de que é a atitude certa a se tomar, você resolve ligar para o fulano. Esse, no caso, não é mais o amigo sádico e sim o amigo “tenho até vergonha de te falar o que aconteceu”. Esse vai amenizar os estragos com frases que ficam em cima do muro (não o mesmo em que você subiu) até a hora em que você perguntar algo realmente comprometedor, como: “Mas eu não falei pro ciclano que ele tinha mau hálito, falei?”. Neste caso a pergunta era: “E por que raios eu estava em cima do muro?” e a resposta “ Ué? Você estava procurando a galinha!!!”.&lt;br /&gt;Ai! Mais uma pontada no estômago e a lembrança da idéia de colocar a galinha amarrada no capô do carro pra ela sentir como seria voar e não ter mais esse complexo galináceo de inferioridade em relação às outras aves. Agora você está insaciável e mesmo sabendo que é uma má idéia pergunta:&lt;br /&gt;-         “Mas da onde surgiu a galinha???”&lt;br /&gt;-         “Você viu ela numa casa e tentou pular o muro para pegar...”&lt;br /&gt;-          “Mas e as duas lanternas?”&lt;br /&gt;-         “A gente tinha uma no carro e aquele cara que voltou com a gente, seu “amigo”, te emprestou a outra..."&lt;br /&gt;-         "Pra eu procurar a galinha?"&lt;br /&gt;-         "Não! Pro show que vc resolveu fazer lá em cima!!!"&lt;br /&gt;A última e derradeira pontada lhe atinge antes de você desligar e sair em busca de algo bem sem gosto para comer sem passar mal. A ressaca moral está instaurada e não tem mais volta. Só o tempo vai fazer você parar de se sentir um completo idiota. O estrago está feito só resta prometer de novo: “Nunca mais coloco uma gota de álcool na boca!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111893337515802671?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111893337515802671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111893337515802671' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111893337515802671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111893337515802671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/06/quando-ressaca-vira-tsunami.html' title='Quando a ressaca vira tsunami'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111824139689405171</id><published>2005-06-08T07:28:00.000-07:00</published><updated>2005-06-08T07:36:36.896-07:00</updated><title type='text'>Filho teu não foge à luta</title><content type='html'>Murad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão mal chega no mundo e já é açoitado com um tapa na buzanfa. Quando já tem idade pra atender comandos, o açoite não pára: "Menino, lava essa mão!", "Escova os dentes, seu mal criado!". Na adolescência então... Não é à toa que nessa época todo o tipo de loucura imaginável se manifesta – claro, açoitando. Sexo, drogas, rock´n´roll (num parênteses musical, botemos aí a dupla sertaneja da hora e a banda de axé music nossa de cada dia que insistem em açoitar a paciência! Enfim...). É aquele momento rebelde sem causa, hormônios à flor da pele: "meus pais não me entendem", "o mundo me odeia", "onde é a festa mesmo?". Paixões da adolescência... Ô intensidade efêmera! Articulações políticas no Diretório Acadêmico, passeatas contra o aumento das mensalidades e a favor da legalização da maconha – questões de Estado! – e trocentas festas depois... Colação de grau, formatura, porre homérico, diploma. Ê laiá... daí é tchau e benção meu amigo. E quando o mundo parece ser todo oportunidade e nada pode impedir o encontro do emprego perfeito, lá vem mais uma safra de açoite. Trabalho chato, chefe mala, dia longo, noite curta, salário baixo e pique pra bagaça nas estrelas. Oh combinação problemática! É aquela eterna briga do capeta maneiro contra o anjo bonzinho. Mas e nessa, como fica o cidadão? Não fica, empurra com a barriga. Fecha a conta, mata o beque e passa o açoite adiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111824139689405171?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111824139689405171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111824139689405171' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111824139689405171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111824139689405171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/06/filho-teu-no-foge-luta.html' title='Filho teu não foge à luta'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111809818135534930</id><published>2005-06-06T15:48:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T07:32:04.183-07:00</updated><title type='text'>Manifesto Pró-sonequista</title><content type='html'>Por Juliano M., mais um filósofo de botequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O substantivo feminino soneca, segundo a definição do Dicionário Houaiss, quer dizer pequeno sono, breve espaço de tempo que se passa dormindo, cochilo, sonata, sonolência. Mas diria mais. A soneca durante a aula da faculdade é o descanso do guerreiro, que mesmo depois duma empreitada alcóolica-psicotrópica madrugada a dentro se digna a ir à aula para se aperfeiçoar para encarar o mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Aquela típica "pescada" em reunião com a chefia nada mais é do que o sono do justo, que tranqüilo por ter feito seu trabalho de maneira irrepreensível repousa serenamente. Já aquele bocejo maroto no meio de um bate-papo profissional não é se não o sinal do cansaço por estar tão compenetrado num assunto de extrema importância.&lt;br /&gt;Veja bem, a soneca não é uma desculpa para a indolência. Muito pelo contrário! É a constatação sóbria e austera de um indivíduo de uma pequena indisposição física – causada por ene motivos que não vêm ao caso mencionar – que o desabilita de exercer com plenitude suas obrigações trabalhistas. E por isso mesmo, por ser um agente do reconforto físico e intelectual, a soneca se faz necessário e, em última instância, é um ato de utilidade pública.&lt;br /&gt;Isto posto, seja no metrô ou no ônibus na ida para o trabalho, depois do almoço, num dia de ressaca a qualquer hora ou no começo da Sessão da Tarde, a famosa soneca, malquista por poucos (porcos capitalistas!) e praticada a exaustão por muitos, é a engrenagem-mor que impulsiona e dá vida a esta belíssima e socialmente irresponsável economia neoliberal pós-industrial globalizante na qual o tempo, mesmo o da soneca, é dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111809818135534930?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111809818135534930/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111809818135534930' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111809818135534930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111809818135534930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/06/manifesto-pr-sonequista.html' title='Manifesto Pró-sonequista'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111783231521803275</id><published>2005-06-03T13:54:00.000-07:00</published><updated>2005-06-06T15:36:22.673-07:00</updated><title type='text'>FÁBULA COTIDIANA 2</title><content type='html'>Por D. M. Timóteo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nem sei mais por que virei as palmas das mãos para o chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro muito bem como foi que começou ou o que me moveu àquela ação. Só lembro mesmo que estava descendo a Augusta num daqueles dias em que as ruas estão realmente lotadas, fazia calor e eu estava com fome há mais ou menos umas duas horas. Acho que foi aquela angústia momentânea que gerou uma ação física explosiva.&lt;br /&gt;Quando vi já estava correndo desesperadamente pelas ruas sem muita direção. Desembestei na descida desviando das pessoas, barraquinhas de camelôs e pontos de ônibus, dobrando as esquinas com uma série de gingados dignos de um astro do futebol americano. Enquanto corria sentia alguma espécie de felicidade difícil de descrever, como acordar para ver desenhos.&lt;br /&gt;Mas durou pouco... comecei a me sentir idiota, principalmente porque levava os braços abertos, com as palmas das mãos para baixo (o que causou algumas confusões nas ruas que tive que ignorar). Ainda bem que chegara ao meu destino. Entrei rapidamente no prédio, fechei a porta atrás de mim e parei, de frente para a porta de vidro, olhando para baixo por alguns ofegantes instantes.&lt;br /&gt;Levantei os olhos e através do vidro vi algo que acreditei na hora ser uma alucinação. Um grupo de cerca de cinco ou seis pessoas me olhava do outro lado da porta, na calçada, com os braços abertos e palmas das mãos para baixo, em fila. Mais uma vez preferi não me manifestar, com medo de estar sendo enganada pelo meu cérebro e sofrer represarias cruéis do porteiro que continuava sentado coçando a barriga, com a mesma cara de sempre.&lt;br /&gt;Virei de costas um pouco apavorada e segui para as escadas. Acreditei que eram ilusões que me perturbavam graças à grande oxigenação repentina do meu cérebro, por conta do grande esforço que tinha tido na minha empreitada esportiva. Vejam bem... Não sou do tipo atlético, é claro!&lt;br /&gt;Bom, subi, cheguei ao apartamento do amigo que me esperava com cara de quem sabia de tudo e olhei pela janela. O grupo continuava lá e agora andava por uma circunferência imaginária ainda em fila. Ainda duvidei de meu equilíbrio emocional por um instante mas decidi mostrar para meu amigo. Nossa reação foi estranha, não caímos na gargalhada como era de se esperar. Nos abraçamos junto à janela com um verdadeiro e respeitoso medo. Decidimos então fugir pela saída dos fundos do prédio, por onde se entrava na garagem. Sem olhar para os lados atravessamos a rua em direção à esquina mais movimentada e continuamos sem olhar para trás. Quando voltamos à sua casa eles não estavam mais lá. Nunca mais falamos sobre isso mas outro dia ensaiei uma corridinha numa rua menos movimentada e fiquei triste ao olhar para trás e me ver sozinha de mãos abertas com as palmas para baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111783231521803275?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111783231521803275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111783231521803275' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111783231521803275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111783231521803275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/06/fbula-cotidiana-2.html' title='FÁBULA COTIDIANA 2'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111661125891388577</id><published>2005-05-20T10:46:00.000-07:00</published><updated>2005-05-20T10:49:13.036-07:00</updated><title type='text'>Mora na Filosofia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Depois de tantas buscas pelo "sentido da vida" no mundo exterior, a reflexão filosófica através do pensamento passa a ser valorizada pela sociedade de massa como alternativa para o auto-conhecimento&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;por Jacques Costeau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos modernos, no Brasil, tudo começou com Paulo Coelho. Depois vieram a auto-ajuda, a neurolingüística, todas as variáveis esotéricas, a reinvenção popular da religião católica pelo movimento carismático, as seitas, a cultura oriental, a yoga... Em maior ou menor escala, todas estas formas de busca do auto-conhecimento, concentração, paz ou o nome que quisermos dar são transformadas em "tendência" e exploradas pelas marcas, pelo mercado, pela imprensa. E lá vamos nós procurar a verdade em cada uma delas: o ritmo industrial do trabalho e do cotidiano nos leva a isso. Não há tempo para deixar as respostas brotarem dentro de nós mesmos e, assim como em todos os outros aspectos da vida moderna, tentamos através do consumo encontrar algo que nos deixe mais harmoniosos e tranqüilos em relação a nós mesmos e ao mundo. A questão é encontrar saídas, incluindo os caminhos "científicos" para tal, como o uso da psicologia ou da psiquiatria. Em suma: quase todo o mundo está correndo atrás de explicações para as velhas perguntas sobre o sentido da vida e da nossa existência para, enfim, sentir-se bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas questões, infinitas mas básicas, são cada vez mais difíceis de serem esclarecidas dentro do jeito de ser de cada um porque o espaço para a reflexão existencial caiu drasticamente ao longo das décadas – e ela é necessária para que a tal "paz" chegue. O excesso de informação, de apelos de mídia, de responsabilidades e cobranças dificulta a assimilação real e contextualizada do que acontece ao nosso redor. Sabemos que estamos em um zapping emocional. Mas, se não há reflexão, não há ação, e muito menos conclusão. O resultado é que ficamos desconfortáveis, a angústia chega e tudo começa outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta indústria da paz interior, o último lançamento (por incrível que pareça) é o uso da filosofia. Exemplo disso é o sucesso do canadense Lou Marinoff, que com seus livros "Mais Platão, Menos Prozac" e mais recentemente "Pergunte a Platão – Terapia para quem não precisa de terapia ou como a filosofia pode mudar sua vida", trouxe à tona para o planeta, graças à uma abordagem popular e aplicada do tema, a idéia de filosofia clínica. Marinoff defende que os tempos modernos vêm empurrando todos os inseguros ou mentalmente necessitados para soluções como a psicologia e a psiquiatria – sem contar os esoterismos, orientalismos, etc. Mas segundo ele, em muitas e muitas vezes, será que um pouco de reflexão diária, à luz de algumas idéias que acompanham o homem ao longo do tempo por conta da filosofia, não dariam conta do recado ao invés de remédios ou crenças imponderáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando algumas instituições que abrem espaço para o tema em São Paulo, a solerte reportagem do Blogaça!!! constatou que a procura pela reflexão filosófica, através do pensamento e do estudo, vêm se ampliando dentro da sociedade de massa como alternativa para o auto-conhecimento. A despeito das matérias da imprensa que já transformam filosofia em moda, o aumento da demanda por estes debates já foi percebida pelos próprios centros especializados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles é a Associação Palas Athena, que desde 1972 atua sob o conceito da "Educação permanente para o pensar e agir". Promovendo, agenciando e incubando programas educacionais e sociais, por exemplo, a Palas Athena procura manter um diálogo entre povos, culturas e saberes tendo também a filosofia como eixo central. Lúcia Benfatti, integrante do colegiado da associação (que não tem a figura de um diretor), conta que a procura por encontros filosóficos têm aumentado desde a década de 90, quando as questões éticas passaram a ser objeto de maior preocupação. O mesmo se aplica às traduções e publicações sobre o tema. "É notável a procura por soluções que proporcionem meditação e concentração às pessoas. Exemplo disso são as revistas gerais, que sempre aumentam o espaço editorial para o tema", considera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela lembra que os referenciais mais amplos trazidos pela filosofia e pela ética são vitais: "Quanto mais contatos tivermos com a diversidade do pensamento cultural e das pessoas, melhor entendemos o mundo e menos ficamos presos ao ‘mundinho’ do trabalho, casa, família", opina.&lt;br /&gt;Lúcia comenta ainda que os encontros da Palas Athena visam a aplicação dos conceitos estudados, despertando potenciais individuais e oferecendo referenciais mais abertos . "A filosofia não substitui uma clínica para quem precisa delas, mas gera reflexões e ações positivas. Você não vive para pensar, mas sim pensa para viver melhor. Há muita informação não digerida por conta da sobreposição, sem ser contextualizada. Encontrar algumas referências auxilia a entender isso tudo, e sentir-se bem significa reduzir todo o sofrimento inútil do dia-a-dia", analisa. Sediada em São Paulo, a Palas Athena só atua em outros estados do país sob convite, fazendo convênios com universidades e o poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais antiga (inclusive, dando origem à Palas Athena) é a Associação Cultural Nova Acrópole, surgida em 1957 na Argentina e que hoje está presente em mais de 40 países e 14 estados brasileiros. Seu diretor para a cidade de São Paulo, Eduardo Machado, lembra que desde o sucesso de "O Mundo de Sofia", livro lançado em 1991 por Jostein Gaarder (e que, através de uma aventura cheia de reflexões e perguntas, mostra a história da filosofia desde o princípio dos tempos), a sociedade como um todo têm se interessado por questões desta natureza de forma mais prática. "Há um aumento de procura por cursos filosóficos sim, mas estamos diante de algo maior. A filosofia é um dos caminhos que as pessoas estão procurando para complementarem sua formação e visão de mundo", defende. Sem fazer distinções entre esoterismo e filosofia, no sentido de que uma seria "erudita" e outra "pop", Machado observa que todos os caminhos valem quando o assunto é responder as necessidades individuais – e isso inclui também a auto-ajuda e mesmo os filhos e a família. "Cada um procura o que lhe convém", argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais recentes iniciativas no campo da expansão do conhecimento é a Casa do Saber, que recentemente completou um ano e está em vias de abrir uma filial no Rio de Janeiro. Com uma pitada de "modernidade" e aura "cult", o espaço recebe interessados para cursos em sua sede e atua também dentro de empresas. A Casa é um exemplo prático do aumento desta demanda: tudo começou como um grupo de estudos na casa de um dos atuais sócios, o empresário Jair Ribeiro da Silva, e teve que ampliar seus espaços devido ao número de interessados desde aquela época. "Este é um dos motivos pelo qual nossas salas de aula parecem salas de estar", conta o diretor da Casa do Saber, Mario Vitor Santos, que compara a proposta do espaço aos cursos de extensão das universidades. "A diferença é que, aqui, as pessoas não se intimidam com as hierarquias acadêmicas, o objetivo é apenas aprender", alfineta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santos diz que os cursos de filosofia estão no topo da lista de demanda na Casa do Saber. "Há uma procura enorme por conhecimento aqui. Chegamos a pensar em abrir franquias por conta disso", informa. "Mas não vamos criar uma estrutura formal de expansão, e sim analisar caso a caso", revela. Mas por que toda essa febre filosófica? "Quanto menos tempo disponível para si, maior o empobrecimento das experiências de vida. Ficamos com uma espécie de aridez intelectual", assegura, ao chamar esta busca de "estetização da exitência". Uma afirmação sobre a qual um filósofo relativista diria: "Será?"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111661125891388577?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111661125891388577/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111661125891388577' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111661125891388577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111661125891388577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/05/mora-na-filosofia.html' title='Mora na Filosofia'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111532073133085862</id><published>2005-05-05T12:18:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T12:18:51.340-07:00</updated><title type='text'>Geração Borderliner</title><content type='html'>Por Marinoca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez entre dez dos meus amigos que fazem terapia são diagnosticados da mesma maneira. São todos bipolares ou borderliners, da tal borderline personality disorder. Não sei dizer ao certo se somos a primeira geração bipolar ou se somos a primeira geração a ter consciência disso. Só sei que eu, que nunca fiz terapia, não tenho grande conhecimento de causa sobre esses “distúrbios de personalidade” mas posso, mesmo assim afirmar sem dúvida, que faço parte dessa grande nação de “desequilibrados”. Como se estivesse sentada em roda eu levanto e sem vergonha proclamo: “Tenho vinte e poucos anos, sou ovelha negra orgulhosa e bipolar”.&lt;br /&gt;Nada demais, afinal... Hora estamos tristes, hora estamos felizes e só. Amamos demais e sofremos a amargura angustiada de nossas crises com a mesma intensidade. Para não parar usamos entre uma e outra um beat eletrônicos ou um rock melódico para embalar. Olhamos com respeito a dor mas damos a ela o mesmo peso de nossa felicidade.&lt;br /&gt;Nosso humor é instável sim. Mas e daí? Só não se surpreenda com uma resposta atravessada no meio de uma crise, mesmo quando ela for dada minutos depois de um gracejo carinhoso, fruto de uma euforia momentânea. Afinal as crises chegam depois de breves reflexões. “E por algum acaso você é mais importante do que tudo isso que eu estou pensando, porra?!?”&lt;br /&gt;Guardamos um rancor daqueles que não sabem. Afinal, e não sei bem porque, aprendemos a amar de verdade ou pensamos que sim. Não somos fiéis, pelo menos não com base nessa tida fidelidade que nossos pais respeitam. Mas não diga que somos volúveis. Desapego é a palavra mais exata. Veja bem.. O conceito de relacionamento que inventamos foi o “ficar” e como nos interpretamos e somos mal interpretados por ele. É que amamos nossos amigos como amantes, namorados como amigos, companheiros de balada como irmãos. Amamos por uma noite ou por anos com a mesma intensidade. Amamos todos juntos ou apenas um, fazendo sexo ou tomando cerveja. Não distinguimos raça, credo, cor e nem mesmo sexo para amar. Somos fruto de um politicamente correto instaurado, solidificado e já esquecemos que se trata de uma arma de defesa da sociedade.&lt;br /&gt;E com esse espírito compartilhamos nossa alegria nas festas raves, nas baladas, nos shows, nos festivais. Uma alegria que aprendemos a sentir com uma certa pureza. A alegria infantil de pular no mesmo lugar e sorrir, de conversar com o desconhecido ao lado que também sorri sobre a vida das minhocas ribeirinhas, de cultivar ídolos momentâneos e de sentir, maravilhados, a luz, a cor, as formas e os cheiros que incrivelmente fazem parte deste mesmo mundo em que acordamos cedo para trabalhar todos os dias ou deixamos de acordar e sentimos esse peso.&lt;br /&gt;Mas como bipolares sofremos. Logo no dia seguinte. Não de culpa pelo gozo, não me levem a mal... Sofremos a dor de um mundo que já reconheceu suas deficiências e já tentou mudá-las sem sucesso. E por isso sabemos que vivemos em um universo que não nos pertence, então criamos um próprio. Isso até parece fácil porque desde cedo os filme, as músicas, videogames e TV nos ensinaram a sonhar. A solidão de ter imaginação é familiar. Nós votamos no Lula já sabendo que nada ia mudar.&lt;br /&gt;Não somos apáticos estamos apenas esperando os milagres que somos capazes de imaginar. Temos a ansiedade do que nunca deverá acontecer mas sabemos que a vida é feita disso mesmo. Por isso é melhor bater as portas dos carros e quartos e chorar por um ou outro amor. Entrar na crise periódica, seja pela falta de oportunidade de trabalho numa área difícil (ai! comunicação, artes...), pela incompreensão deste ou daquele, que são nossos pais, mães e irmãos mais velhos, ou pela certeza de que essa existência mundana nunca vai se igualar aos nossos devaneios noturnos ou de um final de tarde bom.&lt;br /&gt;Somos filhos de divorciados, quase sempre, às vezes de pais liberais, às vezes não. Temos as referências dos ícones antigos que já acabaram e viraram remakes ou das “bandas influenciadas” por eles. E cultivamos um olhar crítico perante os ídolos, afinal vivemos em uma época de idolatria incondicional a Sandy ou Beckham. Mesmo assim, somos todos artistas ou pelo menos rasgados em dois pela voz deles. Nos reunimos também para gritar melodias fingindo desinteresse.&lt;br /&gt;As drogas não comovem como outrora, fazem parte mesmo quando não utilizadas. Compartilhamos as sensações alucinógenas com os caretas sem preconceitos e vice-versa. Isso não quer dizer que elas não nos consomem. Há os dias em que estamos mais bipolares. Elas também nos levam do mínimo ao máximo e com isso sabemos lidar mas não sem nos desgastar mais um pouco.&lt;br /&gt;É que já assumimos nosso olhar blazé perante tudo. Entendemos que as mudanças quem opera somos nós em nós mesmos e esperamos por algo acontecer. Já passamos o medo das teorias da conspiração e vivemos com ele sem nos importar, porque afinal o que há para ser feito? Observamos as mudanças no mundo e somos bem informado mesmo sem querer ser.&lt;br /&gt;Isso tudo dói mas somos lindos, jovens, cheios de amigos e amores, somos distintos, elegantes e ainda nobres. Mesmo que a nobreza de caráter não gere uma ação imediata não nos leve a mal. Nós sofremos sim pelas mazelas do mundo que nos cerca e trazemos a marca dela em nosso peito. Sofremos a dor do terceiro mundo ou a culpa do primeiro.&lt;br /&gt;Mas nada disso é realmente nossa culpa, afinal de contas! E no meio disso tudo quem não gostaria de estar ao nosso lado? Se existe mesmo um sistema é aqui que estamos mesmo sem gostar e pelo menos pulamos, gozamos, dançamos, sofremos, amamos, criamos, ouvimos e esperamos, com esperança e ansiedade. Alguma coisa deveria ser feita mas pelo menos hoje é sexta e meus amigos já ligaram... Pelas próximas horas serei feliz.Tenho vinte e poucos anos e sou bipolar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111532073133085862?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111532073133085862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111532073133085862' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111532073133085862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111532073133085862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/05/gerao-borderliner.html' title='Geração Borderliner'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111403511151408392</id><published>2005-04-20T15:10:00.000-07:00</published><updated>2005-04-20T15:11:51.516-07:00</updated><title type='text'>Novas cenas, velhas roupagens</title><content type='html'>Por F.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, ligadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nesses períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxilio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, afim de apresentar a nova cena da história do mundo nesse disfarce tradicional e nessa linguagem emprestada."&lt;br /&gt;MARX, Karl. "O 18 brumário de Luís Bonaparte", in: Textos de Karl Marx e Friedrich Engels&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O histórico festival de Woodstock, ocorrido em 69 numa fazenda nos arredores de Nova York, implantou de vez o conceito "drogas, sexo e rock’n roll" numa época em que muitos da sociedade deste lado de cá do mundo se uniam no movimento à contracultura. Milhares de jovens se juntaram sob o lema "Paz e Amor" num ambiente de lamaçal, sem nenhum conforto e nem higiene para curtir (e se derreter) ao som de Jimi Hendrix, Santana, Janis Joplin, The Who e outros ícones da música. O evento deixou seu rastro numa época marcada por guerras e submissão à tecnologia, onde muitos de seus participantes chegaram (por outros meios) ao mesmo destino alcançado por Yuri Gagarin cerca de um mês antes.&lt;br /&gt;Passados 36 anos, parte das experiências que marcaram esse festival podem ser encontradas num evento que surgiu na década passada e que entra neste século conquistando cada vez mais freqüentadores: as raves. Seja pelo lugar onde ocorre, pela seqüência interminável de apresentações musicais, ou pelo uso "overdisíaco" de tóxicos - que deixam seus participantes com aquela agradável sensação de bem-estar e de tesão em conjunto –, os raveiros (ou novos woodstockers) podem se sentirem privilegiados por contemplarem resquícios de um evento tão marcante na história.&lt;br /&gt;Apesar dos diferentes tempos em que se situam, e surgindo de fatores totalmente distintos, o clima de paz e amor que paira sobre eles é algo impressionante. Não tive a oportunidade, infelizmente, de acompanhar o festival de Nova York (mesmo porquê nessa época nem porra eu era), mas não tenho dúvidas de que o ambiente era o melhor possível. Já das raves posso falar por experiência própria (que por sinal, são muitas). Para os dias de hoje, é algo inimaginável que uma balada com milhares de pessoas não haja brigas ou roubos, onde um simples esbarro torna-se motivo para mil desculpas e que mochilas e bolsas com diversos pertences podem ser, tranqüilamente, "esquecidas" no meio da multidão.&lt;br /&gt;Assim como o festival de Woodstock, as raves também proporcionarão experiências e conceitos para eventos futuros. Pois como escreveu Marx, "os homens fazem sua própria história sob circunstâncias ligadas e transmitidas pelo passado". Resta saber quais serão as roupagens e disfarces tradicionais que serão apresentadas na nova cena da história que está por vir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111403511151408392?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111403511151408392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111403511151408392' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111403511151408392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111403511151408392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/novas-cenas-velhas-roupagens.html' title='Novas cenas, velhas roupagens'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111358969256392453</id><published>2005-04-15T11:27:00.000-07:00</published><updated>2005-04-15T11:28:12.563-07:00</updated><title type='text'>Sobre remédios naturais...</title><content type='html'>Por Penélope C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como a medicina alternativa. Sou completamente a favor de buscar formas naturais de manter o corpo saudável. Por isso, me interesso bastante por toda e qualquer possibilidade apresentada (desde que tenha o mínimo de resultado comprovado). Mas, recentemente, ouvi uma história que me chamou atenção para o caráter realmente alternativo de algumas técnicas e profissionais. No bom sentido, é claro.&lt;br /&gt;Outro dia uma amiga, entusiasta dos tratamentos natureba, chegou toda feliz de uma consulta com sua médica. A moça tem sérios problemas femininos (leia-se cólicas menstruais homééééééricas) e procurou a terapia em busca de um alívio para seu drama.&lt;br /&gt;Depois de discorrer sobre as possíveis causas e tratamentos, a Dra e a moçoila iniciaram um diálogo que reproduzo a seguir:&lt;br /&gt;(médica) – Na verdade, há um remédio muito bom para esse problema. Só que é ilegal.&lt;br /&gt;(paciente) – Mesmo? Qual é?&lt;br /&gt;(médica) – Cannabis Sativa. É ótimo.&lt;br /&gt;(paciente, tendo crise histérica de riso) – Sério??????&lt;br /&gt;(médica, com cara de conteúdo) – Por que você está rindo?&lt;br /&gt;(paciente, bastante sem graça) – Nada. Realmente ouvi dizer que essa planta é um vaso-dilatador. Pode ser que isso tenha alguma relação, né?&lt;br /&gt;(médica) – É, mas como eu disse, não posso receitar.... Mas, se interessar, uma paciente minha experimentou, totalmente à minha revelia, e disse que realmente é muito eficaz.&lt;br /&gt;Minha amiga saiu bastante impressionada da sessão e me ligou na hora para contar a história. Não sei se é verdade ou não. Sei apenas que ela anda por aí bastante feliz e tranquila. Coincidentemente, a moça não mais reclamou das malfadadas dores.....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111358969256392453?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111358969256392453/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111358969256392453' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111358969256392453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111358969256392453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/sobre-remdios-naturais.html' title='Sobre remédios naturais...'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111333001230703826</id><published>2005-04-12T11:19:00.000-07:00</published><updated>2005-04-12T11:20:12.310-07:00</updated><title type='text'>Pior que isso, só dois disso. Como é mesmo?</title><content type='html'>Por Juliano M., mais um crítico sem noção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João de Deus encontra o pai, o que gera uma comoção mundial que há tempos não se via. Em contrapartida, um Cardeal norte-americano comedor de criancinhas celebra missa em homenagem ao saudoso papa no Vaticano e cria revolta geral. Para completar, um encontro que faz meio mundo tremer parece meio às avessas. Bush filho, fundamentalista em prol do capital judeu, puxa a orelha de Israel e pede cerco fechado aos assentamentos ilegais na região da Cisjordânia. E Sharon, mais tradicional metralhadora semita em atividade, se diz vítima de perseguição e ameaças de grupos judeus extremistas de ultra-direita que anteriormente estavam do seu lado.&lt;br /&gt;É realmente o final dos tempos. O papa está para lá de pop depois da morte. Não bastasse o encontro woodstockiano – mas sem a parte legal de sexo, drogas e rock´n´roll – dos papa-boys em Roma, a turma da batina agora também conta com o chefão dos comedores de criancinhas norte-americanos – será que vão chamá-lo de comunista? Bem, se convier... – como convidado de honra nas homenagens papais. E dizem que o Michael Jackson só não foi organizar o coral pra evitar possíveis problemas com a justiça européia.&lt;br /&gt;Mas e essa do Bush? Não dá pra entender. Ele realmente é o anti-cristo. Cozinhar em banho-maria a idéia da criação de um Estado Palestino com um acordo costurado e remendado pra conciliar interesses tão divergentes tudo bem. Mas daí a dar uma cutucada assim no filho (ou pai, vai saber como é que é de verdade essa relação EUA &amp;amp; Israel) é demais da conta. Será que faz parte do plano? Será que está escrito nos Protocolos dos Sábios de Sião? Bom, nem Jah sabe, ou prefere não saber...&lt;br /&gt;Enquanto isso, pra passar o tempo, tem mais uma pérola do Severino: "Viva o nepotismo!". Claro, o que há de errado em indicar o filho para o cargo. Afinal, a nomeação foi há um mês, mas a posse só aconteceu depois porque o digníssimo deputado estava em oposição ao governo... Nada que uma volta no AeroLula não desse jeito. Ê laia, bão também. Se melhorar estraga. Pior seria se o Volta Redonda não tivesse ganhado do Fluminense o primeiro jogo da final do Carioca. Dá-lhe Voltaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111333001230703826?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111333001230703826/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111333001230703826' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111333001230703826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111333001230703826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/pior-que-isso-s-dois-disso-como-mesmo.html' title='Pior que isso, só dois disso. Como é mesmo?'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111331884538301823</id><published>2005-04-12T08:12:00.000-07:00</published><updated>2005-04-12T08:14:05.390-07:00</updated><title type='text'>Carta póstuma de Bernardo Spohr</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"Existem atualmente cento e noventa e três espécies&lt;br /&gt;de macacos e símios. Cento e noventa e duas delas&lt;br /&gt;têm o corpo coberto de pêlos. A única exceção&lt;br /&gt;é um símio pelado que a si próprio&lt;br /&gt;se cognominou homo sapiens."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Desmond Morris - "O Macaco Nu" , 1967)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Foi isso mesmo: decidi dar uma solução à minha vida. Depois de peregrinar por consultórios médicos durante nem sei por quanto tempo, depois de relatar dezenas de vezes o que me acontecera, de mostrar a um, dez, equipes inteiras de dermatologistas, cientistas, clínicos de toda a espécie, enfim, cansei. Nenhum especialista tinha a menor idéia do que me atormentava. A doença ou seja lá o que for o fator responsável pela monstruosa mutação por que eu passara não tinha rótulo, não constava nos anais da medicina. Talvez tivesse exemplo apenas na literatura fantástica, mas isso não era uma história, era eu, era minha vida, meu corpo: era real.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que sei vou contar neste relato, para que a dor de minha família não tenha o pesar das doenças mentais. Não pude entender e aceitar, não houve maneira de suportar e menos ainda de me curar. Isso deve bastar para que se entenda minha agonia e a solução a que recorri.&lt;br /&gt;Dias atrás, acordei pela manhã, após um pesadelo. No sonho, eu passeava junto a um lago de águas esverdeadas; nuvens pairavam sobre o espelho d’água rodeado de montanhas. Então, tropecei no que provavelmente seria uma pedra, e caí dentro do lago, que começara a borbulhar: era na verdade um vulcão e, para meu desespero, entrara justamente em erupção naquele instante em que eu lá dentro caía; e enquanto eu caía a temperatura esquentava cada vez mais; minha pele estava cheia de bolhas e se descolava do corpo aos pedaços. Acordei durante a queda, assustado e banhado de suor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Creio que durante o sono tenha acontecido certa convulsão celular em meu corpo, que, registrada pelo cérebro, manifestou-a por meio deste episódio do vulcão. Não sou adepto à psicanálise ou interpretações oníricas, mas o que se seguiu, para meu entendimento, tem a ver com o sonho. Não caí em vulcões, mas o calor era tal que me desfiz de toda a roupa. Foi quando o pesadelo real começou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao levantar, senti que minha cabeça pesava mais que o habitual. Ao ficar de pé a fim de me livrar das roupas, notei, horrorizado, que meu cabelo havia crescido de modo absurdo durante a noite. Sempre mantive o cabelo curto, aquilo não poderia ser verdade. De fato, meus cabelos quase alcançavam o chão. Me apalpei e, novamente horrorizado, corri ao espelho.&lt;br /&gt;Não fosse essa superfície refletora e a existência das outras pessoas eu poderia continuar a viver. Sim, poderia me ilhar, sumir, se inexistissem espelhos e os olhos arregalados de horror das pessoas. Mas há espelhos, há olhos e diante deles e da civilização sou um monstro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O que vi no espelho não era eu, mas um animal peludo, léguas além dos primatas. Pêlos pretos, grossos e compridos como os da crina de um cavalo cobriam toda a superfície de meu corpo; do topo da cabeça emendavam à testa e dali desciam pelo nariz, fazendo desaparecer a boca e o pescoço. Somente as órbitas dos olhos foram poupadas; a derme prosseguiu branca e fina sob aquele tapete grotesco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Fiquei muito tempo na frente do espelho, como se estivesse a olhar um daqueles vídeos que passam na televisão, sobre gente monstruosa, acidentes horríveis ou situações incríveis que unem a vida e a morte num instante. Resolvi não contar a ninguém, por vergonha e por esperança de entender e curar o que quer que fosse o fenômeno. Para ir aos médicos ou ao supermercado, usava um disfarce com chapéu, óculos escuros, casaco e luvas. Para evitar que as pessoas notassem os pêlos, todos os dias passava o barbeador em boa parte do rosto, terminando o trabalho com aparelho manual. A operação durava horas e meu rosto, em questão de uma semana, estava picotado e repleto de brotoejas causadas pela lâmina.&lt;br /&gt;Submeti-me a uma série de exames minuciosos, de amostras de pele e de urina, à troca de sangue e injeção de hormônios. Os resultados foram nulos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Que não se pense que foi um ato de impulso e desespero. Pensei muito, pesei as conseqüências, capitulei minha vida, refleti sobre a esperança, minha família, sobre o futuro, mulheres, as viagens que não fiz. Esta foi a solução que me pareceu a mais sensata.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não voltar a ver a mais ninguém; medicamentos inexistiam, cientistas queriam me abduzir, ganhar um Nobel, quem sabe; as mulheres veriam em mim a encarnação do demônio ou do lobisomem, a vida social terminara. Fui a um psiquiatra, contei tudo a ele, menos as minhas intenções. Ao doutor, disse que não conseguia mais dormir, que há dias não pregava os olhos, que achava que ia ficar louco. Que a causa disso era a minha situação peluda e que faria um exame decisivo na semana seguinte, mas que até lá precisava estar o.k., e que para isso queria uns calmantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Disse também que sabia que o tratamento com esse tipo de medicamento não deve ser interrompido de um dia para outro, e que tinha dinheiro para comprar umas duas caixas do melhor hipnótico existente no mercado. Ele me prescreveu duas caixas de Rohypnol. Na farmácia, comprei também várias caixas daqueles cremes que as mulheres usam para se depilar. Não queria chocar ninguém com minha aparência, mesmo depois de morto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quando os comprimidos tornarem-se fatais, estarei inconsciente e anestesiado. Terei, com certeza, a melhor das mortes, entrarei num estado celestial próximo ao Éden tão prometido na Bíblia. Os líderes das igrejas deveriam recomendar aos fiéis, ao invés de orações, hipnóticos.&lt;br /&gt;Finalizo. Deixo meus livros para minha mãe e os discos para meus amigos. Amo a todos vocês e espero que entendam minha agonia e respeitem minha decisão. Tudo deu certo, consegui morto tudo o que as pessoas almejam na vida: estou em paz, com saúde, feliz e livre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Bernardo Spohr."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ariela Boaventura&lt;br /&gt;[jan/2002]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111331884538301823?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111331884538301823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111331884538301823' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111331884538301823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111331884538301823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/carta-pstuma-de-bernardo-spohr.html' title='Carta póstuma de Bernardo Spohr'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111298813615642255</id><published>2005-04-08T11:36:00.000-07:00</published><updated>2005-04-08T12:22:16.156-07:00</updated><title type='text'>FÁBULA COTIDIANA 1</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pontos, pontinhos. Sulcos, sulquinhos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por D. M. Timóteo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei no sofá como quase sempre sento, já quase deitando. Antes de pegar o livro que estava atrás da minha cabeça, o que demandava certo esforço, parei para olhar fixamente para a parede. Primeiro branca, plana, vazia... Não sei se foi toda aquela branqueza mas meus olhos, que quase nunca me deixam na mão, começaram a fraquejar, perdi o foco (acho!) e milhares de pontinhos se espalharam assimetricamente pela parede. Por alguns segundos eles eram todos pretos mas logo que foram percebidos pela minha consciência, como se ousassem me zombar, ficaram verdes, vermelhos, azuis e roxos enfim... Comecei a imaginar que as partes em que ainda podia enxergar a parede ao fundo eram, na verdade, os companheiros brancos dos pontinhos que apareciam para mim.&lt;br /&gt;Como era de se esperar todos eles ganharam profundidade. Não que tivessem propriamente aumentado de tamanho na largura ou raio mas deixaram de existir como pontinhos e se transformaram em sulcos, sulquinhos. Suas formas antes arredondadas passaram a meia-luas. Elas todas sorriam para mim! Ai!&lt;br /&gt;Nesse ponto já tinha conhecimento de que passava por um processo de devaneio qualquer. Optei por não me manifestar. Antes reconhecer a insanidade e me calar do que espalhar isso por aí e ter que administrar as conseqüências. Sentei, tirei os olhos da parede e liguei a televisão. Tudo parecia normal. Notícias, programas de auditório de domingo e um jogo de futebol qualquer... Mas a curiosidade não me deixou em paz. Voltei o olhar para a parede, com esperança do desaparecimento dos novos amigos sulquinhos. Fechei os olhos e só tornei a abrir com a face virada para a bendita parede. Droga! Eles estavam ainda lá só que agora riam de mim. Tornei a olhar para a TV sem maiores pretensões, mordi um pedaço do sanduíche que me esperava e imaginei que ainda devia ter algum tempo até o dia em que os sulquinhos tomariam posse de todas as paredes no meu caminho. Analisando a área do espaço tomado por eles, multiplicada pela quantidade média de sulquinhos por metro quadrado, acho que ainda me restam alguns anos... Assim seja!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111298813615642255?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111298813615642255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111298813615642255' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111298813615642255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111298813615642255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/fbula-cotidiana-1.html' title='FÁBULA COTIDIANA 1'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111271605831291184</id><published>2005-04-05T08:42:00.000-07:00</published><updated>2005-04-05T08:47:38.326-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜~˜˜~˜&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KILL ME, BABY&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;por Bernardo Spohr, In Memorian&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas procuram matar-se pelos mais diversos motivos. Ou talvez se invente algum motivo para matar-se. A verdade é que o suicídio ainda possui certo mistério para cientistas e psiquiatras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os motivos que podem levar você a se matar, estão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• uma doença grave ou nem tanto (física ou mental)&lt;br /&gt;• a solidão – em geral sociopatias ou misantropia&lt;br /&gt;• perdas afetivas ou morte de alguém querido&lt;br /&gt;• alcoholismo ou abuso de substâncias tóxicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suicide is hard work, and should not be undertakenlightly. It's easy to do it badly, or make rookiemistakes. As with many things, the best results areachieved by thorough research and careful preparation.La segunda mitad de la vida es la etapa en la que sesuicida más gente. El riesgo es mayor a medida que avanzanlos años.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O suicídio é um direito. Exerça-o corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure um meio instantâneo para matar-se. Nada de planejar cortar os pulsos, por exemplo. Além da chance de frustração ser grande, pois alguém pode salvar sua vida, você mesmo pode arrepender-se, devido ao medo e à dor. O tiro nas têmporas também pode falhar. Há casos de pessoas que sobreviveram, mesmo perdendo massa encefálica. Nada mais desagradável: além da cicatriz e da sensação de fracasso, você terá de agüentar enquanto viver os cochichos de seus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo correto é sempre aquele que é fácil, rápido, indolor e discreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;QUICK: Fast methods cause less psychological anguish,and provide less opportunity to "chicken out". Why beunnecessarily tormented by doubts and second thoughts?An ideal method would be essentially instantaneous.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros meios, inevitavelmente todos com certo conteúdo dramático, mas com algum talento para encontrar o fim. Os mais comuns são o acidente de carro, jogar-se do alto de um prédio, afogar-se, respirar o NO2 numa garagem fechada, gás de cozinha, enfim. Todos eles podem ser fáceis de se fazer, mas você pode se arrepender no último momento e desistir. Isso não pode acontecer. Você não deve ter tempo para voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo até hoje mais eficaz é lançar mão de drogas. Mas não tente dar uma de Marilyn Monroe, misturando barbitúricos e benzodiazepínicos. Isso nem sempre dá certo e você pode não conseguir entrar no sono eterno e indolor visualizando o paraíso como falam por aí. Muitas vezes, estas misturas podem no máximo causar convulsões nada agradáveis. Depois de uma boa lavagem gástrica, você leva uns quinze dias para se recuperar. É engraçada a maneira como as pessoas vão te olhar a partir de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, esteja atualizado – abaixo estão as melhores drogas para se intoxicar de modo fatal. Contudo, devo alertar: o acesso é de média facilidade. No caso dos remédios, você precisa de receita especial, assinada e carimbada por um psiquiatra. Já para obter as outras, é preciso conhecer algum traficante especial, pois não são vendidas em qualquer esquina por um dólar ou dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais uma observação: listei quatro opções de susbtâncias. É evidente que há uma centena delas, mas estas foram escolhidas a dedo. O critério usado foi pessoal. A meu ver, são drogas com certo “chique”, se é que você me entende. Porque se é para morrer, que seja com uma dose de elegância. Ou então, atire-se na frente do primeiro caminhão e morra todo estripado. Que eca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis suas armas, indolores, inodoras, discretas, higiênicas e eficazes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ECSTASY - MDMA (Methylenedioxymethamphetamine)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comprimidos. Não possui efeitos alucinógenos. É fundamentalmente formado por anfetamina e deixa o usuário "ligadão". Há quem diga que funciona como excelente afrodisíaco, pois aguça os sentidos. Sua ação se processa nas terminações dos neurônios. A droga estimula a saída de serotonina e inibe a recaptação. Dosagem: O uso normal, em festas, para diversão, é de 100 a 150 mg, na forma oral. Cerca de 45 minutos após a ingestão, os efeitos de distorção da realidade começam. Na forma venal, os efeitos começam mais rapidamente. A duração média é de oito horas de excitação e alegria.Os efeitos físicos são semelhantes aos da anfetamina: hiperexcitação, sensibilidade extrema na pele, taquicardia, etc. Contudo, mentalmente, há relaxamento. Em caso de ingestão com álcool, os efeitos são potencializados. Se a dose for aumentada (por exemplo, dobrar a dosagem para 300 mg), é grande a chance de um ataque cardíaco. Se você toma antidepressivos, contudo, cuidado: a ação do Ecstasy pode ser inibida se misturado com os IMAo (Inibidores da Monoamina Oxidase), ou Prozac (Fluoxetina) e o Zoloft.A desidratação e a hipotermia costumam matar ravers que se distraem e dançam suando sem parar. Mas num caso de overdose, é muito mais provável um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio de Ecstasy é ilegal em boa parte do planeta. Geralmente, quem vende é também consumidor. Um comprimido, no Brasil, custa em média R$ 30, com variações para R$ 50. Dizem que na Bahia é possível comprar Ecstasy até por R$ 15. É bom estar consciente de que o tráfico traz produtos de má qualidade. Há comprimidos de Ecstasy, a exemplo dos de LSD, que possuem pouco do princípio ativo (Methylenedioxymethamphetamine). O resultado é frustrante. (Fonte: Jon M. Taylor (&lt;a href="mailto:jmt0165@u.cc.utah.edu"&gt;jmt0165@u.cc.utah.edu&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TEGRETOL 400mg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tegretol é o nome comercial do elemento ativo carbamazepina. É um anticonvulsivo em comprimidos usado no tratamento da epilepsia. Também é indicado para tratar a psicose maníaco-depressiva (PMD), síndrome de abstinência alcoólica e a neuralgia do trigêmio (seja lá o que queira dizer isso). A dose recomendada varia de 400mg a 800 mg por dia. Acima disso o médico deve pesar com cuidado a relação custo-benefício para o paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atua no sistema Nervoso Central diminuindo a estimulação e a descarga neuronal. O medicamento estabiliza o humor de pacientes psicóticos inibindo a transmissão neuromuscular.A ação do Tegretol é sentida quase imediatamente após a ingestão (no caso, da dose recomendada). Se você nunca tomou, ficará com estupor: dificilmente sentirá vontade de falar ou se mexer. Os pensamentos migrarão para longe de sua cabeça ou deslizarão bem devagar. Outras reações são náuseas, vômitos (principalmente em conjunto com injestão de álcoll), confusão mental, alucinações e visão turva (dupla); dores incríveis de cabeça e muito sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Overdose: É fatal. Não se tem uma dosagem exata, porém é fácil de imaginar. O medicamento atua em todo o metabolismo, causando enjôos agudos, muita sonolência, taquicardia e dificuldade de respiração. Os músculos se contraem involuntariamente; a pele poderá sofrer erupções; o corpo entra em convulsão. Em geral, é o coração que sofre o colapso. Em caso de sobrevivência, haverá lesões cerebrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;GHB (Gammahidroxibutirato)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma substância depressora do Sistema Nervoso Central, hipnótica, líquida, inodora e incolor. Não há diferença estética entre um copo de GHB e um de água mineral. É levemente salgado ao paladar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A clear liquid. Looks just like water.Can be mistaken for water because it isusually found in a small (30ml) clear plastic bottle,a water bottle, or even Gatorade bottles,which contains several doses.One quick taste, and you'll know it's not water.Not as common, but also found as a white powder.Infact powder use is on the rise!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros instantes de consumo o GHB eleva o nível de dopamina no cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta mais alerta e feliz. A droga é consumida principalmente em raves, por possuir efeitos eufóricos. É conhecida também como "Ecstasy líquido". Em doses elevadas, geralmente conduz ao coma profundo. Quando consumido junto com álcool ou anfetaminas, conduz à morte por asfixia, desidratação ou hipotermia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A droga foi sintetizada na França, em 1961 pelo cientista Henri Laborit. Originalmente, o GHB era utilizado em hospitais na Alemanha para efeitos anestésicos. Contudo, o uso foi suspenso, pois os pacientes acordavam das cirurgias com alucinações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito varia muito de uma pessoa para outra, mas é comprovado que o GHB distorce violentamente a realidade. Após ingerido, os efeitos começam após cinco a dez minutos. A substância não deixa rastros na urina nem no sangue. Isso se explica pelo fato de que o GHB faz parte do corpo humano, sendo encontrado nos rins, hipotálamo, coração, entre outros órgãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOSES:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;* 1g ou menos -&gt; euforia comparável aos efeitos do álcool. Dura cerca de uma a duas horas.&lt;br /&gt;* 2,5g -&gt; euforia diminui e há risco de convulsões, vômitos e coma.&lt;br /&gt;* 2g a 4g -&gt; euforia diminui e há risco de convulsões, vômitos e coma. O controle motor e verbal é afetado, relaxamento muscular marcante. A ação pode durar até 4h.&lt;br /&gt;* 4g a 8g -&gt; sono profundo, próximo ao estado de coma após 5 a 15 min. {uma maior rapidez na injestão pode provocar intensificação desproporcionada dos efeitos}.&lt;br /&gt;* acima de 10g -&gt; coma irreversível e morte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;OUTROS NOMES PARA GHB: GHB: Sodium Oxybate"G" (most common), Gamma-OH, Liquid E, Fantasy, Georgia Home Boy, Grievous Bodily Harm, Liquid X, Scoop, Water, Everclear, Great Hormones at Bedtime, GBH, Soap, Easy Lay, Salty Water, G-Riffick, Cherry Meth, and Organic Quaalude, Jib.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ROHYPNOL 1mg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Nome comercial do flunitrazepan, em comprimidos de 1mg. Também conhecido como "rophies" (ou roofies), o medicamento é um dos mais potentes soníferos que se tem notícia na história. Possui qualidades sedativas, anestésicas e hipnóticas. Misturado com álcool em singelas doses leva ao coma irreversível ou à morte. É proibido nos Estados Unidos. Ingerido com álcool (2mg, dose segura), o efeito começa a partir dos primeiros 30 minutos e pode persistir por até oito horas. O Rohypnol produz completa amnésia, além de vertigens, visão dupla e confusão mental. Também é sabido que desperta a agressividade. Conforme a dose, a pessoa não tem condições de reagir a qualquer coisa que seja. A mistura deste medicamento com álcool, em geral, é fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rohypnol é dez vezes mais potente que o Valium, clássico por ter dado cabo de vidas famosas de modo elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo-lhe boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;[[[[[ O texto acima é para o site do VLFN ]]]]]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A geladeira é um desses aparelhos que têm vontade própria."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111271605831291184?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111271605831291184/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111271605831291184' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111271605831291184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111271605831291184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/kill-me-baby-por-bernardo-spohr-in.html' title=''/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111239274593529635</id><published>2005-04-01T13:57:00.000-08:00</published><updated>2005-04-01T14:01:02.833-08:00</updated><title type='text'>Protesto no voto</title><content type='html'>Por F. Suzuki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira denominada, em última instância, de democrática após o fim do Regime Militar, está valendo de seus direitos para mostrar, indiretamente, sua indignação com a bagunça politico-partidária que se instaurou no País. Essa revolta vem em forma de "voto de protesto", e vejo seu crescimento relacionado à perda de ideais dos partidos políticos, que gera um estreitamento entre eles e, consequentemente, confunde e repele até o mais fervoroso eleitor de uma sigla. Nos últimos anos, dois exemplos demonstram essa tendência, muito perigosa por sinal devido a seus beneficiários.&lt;br /&gt;O primeiro, mais recente e ocorrido em pleito restrito, ocorreu na última votação da Câmara dos Deputados para eleger o substituto do petista João Paulo Cunha. Mesmo com um longo e desgastante jogo de picuinhas realizado pela alta cúpula do governo federal para angariar votos a seu candidato oficial - o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh -, a ação fracassou. E quem se deu bem foi Severino Cavalcante, que denominei de "Mestre dos Magos" (não só pela aparência, mas também por suas opiniões e medidas que ajudam a levar o Brasil ao encontro do Vingador). Boa parcela desse fracasso pode ser creditada à perda de identidade do Partido dos Trabalhadores, que em apenas dois anos e quatro meses desfigurou toda a sua ala radical, seja ela interna ou externa. Isso sem falar da aliança com o PMDB.&lt;br /&gt;Ficou claro na votação que não só a ala oposicionista como também muitos de seus "aliados" votariam em qualquer outro candidato que não fosse o indicado pelo PT. E deu no que deu (que frase chula, não?). Pela primeira vez na história da Casa de Leis seu presidente não é do partido que governa o País. E o escolhido, favorecido por muitos votos de protesto, foi ele, o Mestre dos Magos, que naquela cadeira austera da mesa da Câmara passa uma imagem frágil e diminuta, não pela sua estatura, e sim pela capacidade que ostenta para ocupar o terceiro cargo mais importante dessa nação.&lt;br /&gt;O segundo exemplo, ocorrido no pleito nacional de 2002, foi a votação histórica alcançada pelo folclórico Enéas Carneiro, atual deputado federal eleito com nada mais nada menos que 1.573.642 de indicações. É certo que seu marketing (ou marquetíngue, como diria Chico Fukushima) político contribuiu em boa parcela para abocanhar elevado número de eleitores, mas muitos viram na figura do Doutor Enéas – defensor de idéias nacionalistas e da fabricação da bomba atômica – uma saída para não votar nos mesmos caras pálidas que povoam a nossa tribo política. E como não bastasse, sua votação levou de lambuja mais quatro deputados para a Casa, todos com as menores votações entre os representantes de São Paulo.&lt;br /&gt;E dessa tendência que vem ocorrendo no campo político de nosso País, com partidos que deixam de lado seus ideais e votos de protesto dados ao deus dará, é bom ficar de olho na próxima eleição em dois partidos. Um que ataca pelo lado esquerdo, e outro pelo lado direito do campo e, ao que parece, têm tudo para chegarem à seleção (não em 2006, mas em eleições um pouco mais distantes). Um é o recém-criado P-Sol, que surgiu dos deputados da ala radical petista que foram afastados apenas por defenderam as antigas diretrizes do partido. Caso sua proposta seja mantida, é bem provável que a sigla de Heloísa Helena e cia. não demore muito para se tornar uma das forças em nossa política. O outro é o surpreendente Prona, que mesmo com tempo ínfimo de exposição nos horários políticos, conta atualmente com 5 representantes na Câmara dos Deputados. E a tendência é que ele cresça ainda mais, isso se seu maior aliado – o voto de protesto - continuar na ativa. É esperar para ver&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111239274593529635?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111239274593529635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111239274593529635' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111239274593529635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111239274593529635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/protesto-no-voto.html' title='Protesto no voto'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111238083096946006</id><published>2005-04-01T10:40:00.000-08:00</published><updated>2005-04-01T10:40:30.973-08:00</updated><title type='text'>Urucubaca na estrada</title><content type='html'>Murad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor pra descansar e chapar, se é que isso é possível, do que se embrenhar na natureza pra curtir as dádivas de Jah que são as cachoeiras – que me desculpem os praianos, mas nada melhor que as highlands mineiras. Outra certeza dessa vida, pelo menos por essa experiência, é que praga de mulher nem o capeta dá jeito. Mas deixemos de prosa fiada e vamos aos finalmentes.&lt;br /&gt;O plano era simples, barato e divertido. Passar uma semana acampando em Carrancas, região de serras com inúmeros mananciais, grutas, cânions e cachoeiras. Trocando em miúdos: o pico é violentíssimo. Mas voltando ao assunto. Depois de trocentos mil discursos politicamente corretos atentando para o cuidado na direção e o consumo responsável de álcool e adjacências, os três brimos pobres de Osama partem pra peleja num clássico corcel azul calcinha setenta e tantos.&lt;br /&gt;A alegria imperava no automóvel apesar da situação de sardinha enlatada com os trombolhos da bagagem e as dezenas de cerveja nos pés e na cabeça de todos. Só alegria até a praga feminina começar a fazer efeito. Não é que após uma viagem tranqüilo, com céu de brigadeiro, a correia da ventuinha me arrebenta! No meio de um puta morro! No fim da tarde! E a quilômetros de distância da cidade mais próxima.&lt;br /&gt;O tempo literalmente começa a fechar... Depois de descer o morro na banguela uma luz no fim do túnel: um posto! Mas claro que não tinha um mecânico por lá. Conversa daqui, liga de lá, come um churrasquinho de gato acolá e Jah providência um cidadão caridoso que mesmo depois do expediente encarou a rodovia pra arrumar o carro. Pé na estrada traveis.&lt;br /&gt;Com os primeiro pingos de chuva chegamos à íngreme estrada de terra que nos levará a tão sonhada semana de chapação. Com horas de atraso e com uma tempestade torrencial se aproximando, chegamos à cidade. Mal temos tempo de armar o acampamento e deságua o temporal. Com as barracas encharcadas, o único refugio é o puxadinho do banheiro. Bem, hora de analisar a situação: debaixo de chuva, encurralados no banheiro, sem comida e apenas cerveja quente. Alguém lembra: "vamos ligar o som!" Um remedo de euforia começa a surgir, a fome parece não incomodar tanto, o frio ameniza e a cerveja quente já não parece tão ruim assim.&lt;br /&gt;Daí lá vem a praga de novo: não é que compramos a pilha do tamanho errado. "Então vamos ligar o lampião". Ótimo! Não, péssimo. Alguém deixou a bagaça do lampião de fora do porta-mala. A essa altura do campeonato o único pensamento no refúgio do puxadinho era esperar a chuva abrandar, juntar a bagagem encharcada e bater em retirada rumo a um bar com cerveja gelada para tirar o atraso.&lt;br /&gt;Bom, mas já que estamos no inferno, por que não abraçar o capeta? E lá fomos nós. Cerveja quente desceu macia como uma boa caninha de alambique e Jah, com sua benevolência costumeira, nos deu a fartura necessária para passar o tempo. No início da madruga já estamos entorpecidos o suficiente para encarar o tempo e tomar lugar nas barracas alagadas para uma longa, e bota longa nisso, noite de insônia.&lt;br /&gt;Pela manhã a notícia que faltava. A chuva da noite anterior foi a mais forte em tempos e acabou com um período de quase um mês de sol intenso e tempo firme. Pronto: levamos a urucubaca da praga pra região. Cabisbaixos, acompanhamos todos do camping, sem exceção, desarmarem acampamento e irem embora com aquele misto de pena e escárnio em seus rostos.&lt;br /&gt;Isso foi a gota d´água! Não bastasse todos os percalços da viagem e noite no acampamento, esse povo que se divertiu a valer com o tempo bom se manda com um riso irônico na cara? Não senhor! As coisas não podem ficar assim. Afinal de contas, temos um objetivo a alcançar: chapar em meio a natureza. E com essa meta na cabeça reunimos as tralhas e partimos rumo a nosso Eldorado, a Racha da Zilda.&lt;br /&gt;Calma, espere aí. Não fomos pra um puteiro tirar o mau agouro da viagem. A Racha da Zilda é uma grande atração do lugarejo que fica num complexo de cachoeiras e grutas. O tempo nebuloso não impediu o início da empreitada de 12 km pela estrada de terra da Serra do Moleque. O calejado corcel azul não esmoreceu na difícil subida e chegamos, juntos com a chuva, ao destino.&lt;br /&gt;Já pra lá de Bagdá, sem nos importarmos com os pingos chatos no corpo, partimos decididos pela trilha vislumbrando a paisagem que nos aguardava. Mas eis que de repente lá vem ela de novo, a urucubaca. O brimo de Osama mais novo é abatido terrivelmente por um grupo de marimbondos homicidas. O clima é de consternação geral. A missão parecia fadada ao fim. Mas com coragem o brimo – que passou a ser conhecido como urucubola após o ataque – seguiu firme apesar dos ferimentos e lá estava ela, a Cachoeira da Zilda, o último ponto até a Racha.&lt;br /&gt;Este foi um momento de comoção nacional – pelo menos pros brimos. Finalmente o objetivo da viagem começava a ser cumprido. A chapação e a contemplação da Racha estavam próximos. Ledo engano. Mal dá tempo de pular na água da cachoeira e a tempestade chega com vontade. Correria geral. A cachoeira começou a encher e a fuga teve que ser rápida para não ficarmos presos, e logo ali, do lado da trilha da Racha...&lt;br /&gt;A bordo do corcel a decepção era total, todos procurando culpados para as desventuras dos últimos dias, um desacordo geral quando boom! O automóvel bate no barranco e atola na terra encharcada. Puta merda, não faltava mais nada... De volta ao carro, todos sujos de barro, só pensávamos em chegar em casa e desforrar a praga dessa mulherada ciumenta. Onde já se viu? Toda essa mandinga só pra não vermos a beleza da Racha. É o cúmulo da sacanagem feminista! E deu certo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111238083096946006?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111238083096946006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111238083096946006' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111238083096946006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111238083096946006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/04/urucubaca-na-estrada_111238083096946006.html' title='Urucubaca na estrada'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111212672155885480</id><published>2005-03-29T12:04:00.000-08:00</published><updated>2005-03-30T12:35:31.793-08:00</updated><title type='text'>JERIBUCA O QUÊ?</title><content type='html'>Val Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso: sou do tipo que adora turismo ecológico. Quer dizer, adora também é demais, pq aí seria exagero e uma grande mentira. E como diz minha boa mãe, “Mentir é feio, menina!”. De qualquer forma, simpatizo com a natureza e gosto até de umas trilhazinhas (apesar de ser fumante confessa e convicta e sempre ficar arfante do meio da trilha para o fim).&lt;br /&gt;Mas, na minha lista de lugares já visitados, consta uma bem-sucedida ida para Bonito (onde não fiz feio, se me permitem o trocadilho infame) e uma breve passagem por Cajaíba, com uma boa turma de amigos, onde fiz trilhas e tomei banhos gelados todos os dias. Mas confesso que este ano havia decidido não me aventurar por lugares ermos e encarar umas férias mais confortáveis, pagas, como todo bom proletário, em suaves prestações.&lt;br /&gt;Isso posto e decidido, resolvi que o destino de 2005 seria Itacaré, na Bahia. Não sei por que tive a impressão de que teria férias sossegadas e nada aventureiras. Talvez porque não tenha lido NADA sobre a cidade, que figura em 10 de 10 listas de destinos ecológicos recomendados. Descobri isso ao chegar à localidade, muito linda por sinal. Logo de cara, fui informada dos perrengues, mas como sou uma pessoinha sussas e já estava lá mesmo, resolvi que tudo que viesse era lucro e me lancei de bom grado nos passeios oferecidos.&lt;br /&gt;Tudo ia bem, até o dia em que topei o passeio à uma tal praia de Jeribucaçu (nome que, graças à minha leseira, não conseguia repetir de jeito nenhum). No roteiro, uma caminhada de 35 minutos por uma trilha íngreme. A promessa era uma praia paradisíaca, onde ficaríamos durante algumas horas vendo as ondas verdes do mar baiano e curtindo a natureza. Depois de três horas de praia, seguiríamos por uma trilha de mais 1 hora e meia para uma cachoeira magnífica. A volta seria feita no final do dia, por uma pequena trilha onde andaríamos menos de meia hora rumo à van que nos levaria de volta ao hotel. Vendo assim, nada muito assustador. Por isso, eu, intrépida e feliz resolvi abraçar o passeio acreditando que teria um dia inteiro de puro deleite.&lt;br /&gt;Mal sabia eu que a caminhada de dia inteiro que eu havia feito no dia anterior deixaria lembranças em meu corpinho sedentário. Resultado: fui para Jeribucaçu literalmente QUEBRADA. Isso, originalmente, já seria um ponto contra meu constante bom-humor. Depois de andar meia hora embaixo de um sol de rachar o coco, chegamos à praia, que é realmente maravilhosa. Só que caminhadas costumam dar fome. E na praia há apenas umas barraquinhas improvisadas, onde é possível comprar tapioca ou cocada, além de breja quente e água. Optei pela água, pq cerveja quente ninguém merece.&lt;br /&gt;Depois de três horas dizendo “Não, obrigada.” para criancinhas que queriam me empurrar uma cocada que mais parecia pé-de-moleque (que eu tive que comprar, já que a pequena vendedora começou a chorar na minha frente) comecei, faminta, a fazer a tal trilha de uma hora e meia. Primeira parada: MANGUEZAL. Não seria um grande problema, se eu não tivesse que andar meia hora na lama DESCALÇA, já que estava portando meu par de havaianas cor-de-rosa, levado ao local por pura desinformação. Depois de aguentar a cara de tiração de sarro do guia, que olhava para meus chinelinhos e previa que eles ficariam enterrados na lama ao primeiro passo, tomei coragem e encarei a parada descalça mesmo.&lt;br /&gt;No fundo do rio, pedras e tocos de árvore, que deixaram meus pés em frangalhos. Depois de dar topadas incessantes por meia hora, saí do rio com as unhas dos pés cheias de lama e a promessa do guia que de ali por diante tudo iria melhorar. Começava então uma trilha de uma hora, cheia de insetos e com subidas e descidas intermináveis. Minha canga estava em petição de miséria, meus pés estavam nojentos e machucados e ainda tinha que ouvir a todo momento um “Você entrou no mangue descalça? Porquê? Que vacilo, hein?”. E meu bom-humor contante, já não tão constante assim, indo embora a cada resposta bem-educada que era obrigada a dar. Depois de quase enfartar durante uma subida na trilha (devido ao já citado hábito do fumo), chegamos, enfim, à tão sonhada cachoeira.&lt;br /&gt;Neste momento, lembrei que tinha um estômago. E que ele estava vazio desde às sete horas da manhã. (Ah, antes que eu me esqueça, já eram 3 da tarde). A cachoeira era realmente maravilhosa, então, resgatei minha última cota de bom humor e decidi: “Vou aproveitar”. Mergulhei na água e esqueci da vida. Por 20 minutos, já que meu guia começou a reunir o grupo 25 minutos depois de chegarmos lá. Eu havia andado o dia todo pra chegar a uma cachoeira maravilhosa e quando isso acontece, tinha apenas 20 MINUTOS para aproveitar. E ainda pra completar, tinha aquele guia com uma cara feliz, em que era possível ler “Hahahahaha. Otária!!!!”.&lt;br /&gt;Respirei fundo, me enrolei na canga molhada e suja, momento em que lembrei dos pés machucados e da barriga vazia, e recomecei a caminhar. Neste momento, mais uma desilusão. A trilha de volta também era uma subida íngreme, também feita embaixo do sol, na qual eu também quase enfartei. Chegando à maldita van, tive que aguentar de novo a cara feliz do guia,  que, de forma muda, zombava da minha desgraça. Relevei mais esse percalço e entrei corajosa no veículo. Meu estômago vazio roncava, meus pés doíam e a dobradinha canga molhada + ar-condicionado me fazia sentir um frio do cão (e eu estava na Bahia...). Mas, mais uma vez pensei: “Deixa de ser mala. Já está terminando”. Suspirei, fechei os olhos e tentei abstrair. Foi quando senti cheiro de Cheetos. Alguém havia aberto um pacote de salgadinho de queijo dentro da van!!!!! Em mim, um misto de revolta e alegria histérica, já que muita fome costuma nos deixar irracionais. Foi quando notei que, ao meu lado, uma garota degustava feliz a iguaria, que, aliás, ela não ofereceu para ninguém. Foi mais meia hora de tormento.&lt;br /&gt;Nunca cheguei tão feliz a um hotel. No saguão, o garoto da companhia de viagens, também sorridente, me esperava para propor o passeio do dia seguinte. “Trata-se de uma CAMINHADA DE UMA HORA PARA UMA PRAIA DESERTA E PARADISÍACA. A trilha é íngreme, mas depois de hoje, será moleza”. No rosto dele, um sorriso largo, onde eu li, mais uma vez: “Hahahahaha. Otária!!!!”. Foi a última gota. Com lágrimas nos olhos, saí correndo (ou quase isso) para o meu quarto.&lt;br /&gt;Mas me aguardem. Para o ano que vem eu já decidi: nada de lugares paradisíacos. Mereço um descanso em alguma selva-de pedra pelo mundo afora. Bom, mas isso é outra história, que vou pensar assim que acabar de pagar a minha maratona de férias parcelada....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111212672155885480?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111212672155885480/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111212672155885480' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111212672155885480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111212672155885480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/03/jeribuca-o-qu.html' title='JERIBUCA O QUÊ?'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111204899934041677</id><published>2005-03-28T14:27:00.001-08:00</published><updated>2005-03-31T14:07:47.023-08:00</updated><title type='text'>E a mulher conquista o motel...</title><content type='html'>Por R. Barata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo italiano Norberto Bobbio tem razão quando afirma que a revolução da mulher é a maior dos nossos tempos. Desde de meados dos anos 60, quando o sexo chamado de "frágil" passou a se organizar para ir de encontro às imposições masculinas, as mulheres não pararam de ganhar espaços que eram apenas restritos ao homem e com isso conquistaram a sua independência para constituir família e até sustentar os machos pouco afeitos ao trabalho. Como disse o presidente Lula, em seu discurso pelo último Dia Internacional da Mulher, "falta apenas que elas cheguem à presidência da República". Impedimento para isso todos sabem que não há mais, afinal de contas, hoje é comum ver mulheres em cargos de chefia, sejam eles nas altas gestões do setor público ou em grandes empresas privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma discussão atual ainda pode incomodar as defensoras do feminismo. Em eventos neurocientíficos norte-americanos, estudiosos afirmam que as diferenças do cérebro dos homens e das mulheres poderiam explicar o fato do sexo feminino ter poucos representantes na área de ciências exatas. Dados de pesquisas internacionais mostram que, em geral, os homens têm cerca de 4 bilhões de neurônios a mais e massa encefálica 10% maior do que o do seu oposto, mas é uma questão apenas ilustrativa visto que não se pode mais conceber na sociedade moderna preconceitos que colocam a mulher naturalmente em uma condição inferior a do homem. Isso é passado. No fim das contas a igualdade entre os homens e mulheres esta garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, autonomia conquistada pela a mulher chega a surpreender quando observamos seu efeito em determinadas situações sociais. Cheguei a essa conclusão quando, há pouco dias, tomei conhecimento de uma história vivida por um amigo. Mesmo com as barreiras das diferenças entre ambos os sexos suplantadas, ainda permanecem certas convenções masculinas dentro das regras de tratamento para com as mulheres. Não há problema, por exemplo, que elas dividam a conta de um restaurante com o homem, mas é sempre de bom tom que o cavalheiro se responsabilize por ela. Para alguns homens isso é quase um dever. Se acontece o contrário e a mulher assume a dívida, a imagem do homem sai pelo menos prejudicada, nem que seja apenas para o garçon que percebe no ato do pagamento quem manda naquela relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação é um tanto quanto estapafúrdia, mas foi por uma situação semelhante que passou um amigo ao ir a um motel com uma amiga de longa data. Com pouco dinheiro no bolso e sem seu carro (se não me falha a memória o auto estava no conserto), ele foi com ela ao motel para relembrar os velhos tempos, quando eram namorados e transavam como coelhos. Os dois queriam; e não houve nenhum problema para que ele a convencesse, como acontece na maioria dos casos. Ela se mostrou em plena disposição e ainda sugeriu, com pena da sua dificuldade financeira: "Para economizar podemos ir a Raposo Tavares" (rodovia de São Paulo que concentra grande parte dos estabelecimentos mais baratos do mercado). Já feliz pela iniciativa e demonstração de desprendimento às coisas materiais (o que não é típico das mulheres), ele comemorou contido: "Ah! Ok". Mas aí a coisa começou a deixá-lo um pouco incomodado: "Ouvi dizer que o Magnata é o mais barato e não é tão ruim assim", disse ela. Bom, não é preciso dizer que pelo menos a escolha do motel (pelo menos isso! Onde é que nós estamos?!) é de direito do homem, mas novamente, em função das suas finanças, ele aceitou sem fazer mais comentários sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim chegaram ao motel. Em função do preço e por ser um sábado a noite, a fila estava interminável. Ele, para manter a sua postura enquanto elemento fundamental para resolver a questão, reclamou e disse: "Vamos a outro motel, pode ser um pouco mais caro e nesse caso passo a fatura no cartão de crédito", afirmou ele com ar de seguro e escondendo o fato de que o limite do cartão poderia já estar extrapolado. Mas na dúvida, o ataque. Mal sabia que estava cavando a própria sepultura. Ela então fez o que foi sugerido. Porém, no outro estabelecimento, nova fila. E os dois resolveram esperar. Quando ele se preparava para beijá-la com o objetivo de entreter sua companheira durante a espera incômoda ela grita: "Ei Fê!!!" Já com a janela do carro aberta. O chamado era para a sua amiga que também estava na fila do motel ao lado com outro pobre coitado no banco do carona. Aí a comoção foi total. As duas emocionadas saíram do carro para se cumprimentar e, como acontece em todos os encontros femininos, uma palavra basta para desenrolar praticamente uma sessão de terapia. Ora, em outros tempos as mulheres nem queriam ser vistas indo a um motel e o homem sempre era o responsável por todo o processo. E ali estavam elas na conversa mais acalorada possível comemorando o fato de terem se encontrado na porta de um motel. Incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais o que fazer ele ficou esperando no carro até a entrada estar liberada. Não há coisa pior do que esperar as mulheres conversando na porta de um estabelecimento íntimo. A fila não andava, elas estavam dirigindo. Só restava para os dois esperar aquele longo tormento acabar. Para quebrar o gelo, meu amigo não suportou e se aproximou do cara que também agonizava dentro do carro de sua parceira. "E aí amigo, tem um cigarrinho aí?". "Tenho não... mas espera um pouco que a Fê tem. Fêêê...". Meu Deus! As mulheres conquistaram o motel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111204899934041677?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111204899934041677/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111204899934041677' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111204899934041677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111204899934041677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/03/e-mulher-conquista-o-motel.html' title='E a mulher conquista o motel...'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111161540880909323</id><published>2005-03-23T14:02:00.000-08:00</published><updated>2005-03-23T14:03:28.813-08:00</updated><title type='text'>O que é mesmo Fringe???</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma crônica de quem não faz teatro mas curtiu o festival&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Marinoca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada é bom explicar que, apesar do título, não pretendo fazer aqui uma crítica jornalística, ou qualquer coisa semelhante, do Festival de Teatro de Curitiba em si. Tenho duas razões bem estabelecidas para isso. A primeira é mais generalizada. Como uma cinéfila convicta, que odeia o termo cinéfila, minha relação com o teatro veio com anos de atraso e partiu da minha intimidade com atores e mais precisamente com atrizes de teatro (desses sim eu sempre gostei bastante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não pretendo analisar o conteúdo artístico e dar a cara para bater aos amantes ou insurgidos contra Antunes Filho, que me acharão vaga, sem conteúdo de referência "porque afinal todo mundo percebe que a pesquisa desta obra levanta o conteúdo filosófico da tragédia intrínseca em contraposição a Tchecov e o raio que o parta". No fundo eu até queria saber fazer essas análises mas acho que todo mundo só fringe (eita piada ruim!) que sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão do meu texto ser uma não-crítica é bem mais objetiva. Fui ao festival mas assisti a pouquíssimas peças. A culpa é da minha já citada relação próxima aos atores. Fui acompanhando um grupo de "artistas de rua" (sinta a ironia na minha ‘voz’) e, o que posso adiantar, é que fazer teatro dá um trabalho danado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas as ressalvas vamos ao que realmente interessa. Minha experiência com o festival começou muito ruim. Chuva torrencial em São Paulo, uma hora na marginal outra na Bandeirantes com a Alpha FM como trilha sonora do táxi, falando sobre a vida das capivaras que resistem ao rio Pinheiros. Se isso não bastasse, bronca da moça do check-in por ter entrado na fila que me mandaram entrar, atraso no vôo em meia hora (mas até que fiquei feliz porque ouvia na comunicação interna atrasos de horas) e para completar o Smerdiakóv se mata e agora o Mítia vai preso com certeza. Agradeço ao Dostoiviesk e ao iPod (sr. Mac?) por ter passado por esses momentos de caos sem perder a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, chega a hora do embarque. Na minha frente três rapazes bonitos chamavam atenção com suas roupas metrossexuais e conversas em voz alta. Logo deu pra perceber (mesmo com o fone de ouvido) que se tratava de um grupo de atores, meio metidos, meio gays e meio (bem meio) famosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa, que atravessava o Moby, que eu tinha escolhido pra me acalmar, me causou uma impressão das piores possíveis. O mais alto dos rapazes, com o visual menos afetado, contava uma história a pedido de um dos companheiros. Ele, em sua posição de ator meio famoso, ironizava um teste pelo qual tinha passado um pobre coitado meio ator, que tentava impressionar. "Daí o cara insistia: ‘Eu vou pra mostra oficial mesmo, mostra mostra. Vou pro Festival de Curitiba!". Em meio às risadas dos amigos ele continuava: "Daí eu falei pra ele: ‘Você vai pro Fringe, certo?’ e ele insistia: ‘não... vou pra mostra mesmo...’ então eu perguntei: ‘Você vai de avião ou ônibus?’ e ele parou, ficou envergonhado e admitiu: ‘é... acho que vou pro Fringe". Os amigos quase explodiram de rir e cumprimentaram a ‘boa atuação’ do meio metrossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o Festival&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só aí que eu, leiga que sou, descobri, com certo alívio, que não estava indo para a "mostra oficial" e sim para uma paralela alternativa. Ah! Eu não tinha a menor dúvida que eu e meus amigos xinelos (expressão emprestada do amigo gaúcho Alisson, que presumo que seja com x) estávamos nos encaminhando para o lado B da brincadeira. Foi bom porque não teria que lidar com os "meio famosos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba é sempre legal. Gente simpática e bem intencionada que quer exibir sua cidade, ‘sinaleiras’ que ficam exatamente em cima da onde você pára o carro e não consegue vê-las, construções com armações aparentes e vidro, natureza, araucárias na cidade e o fatídico e agradável (durante o dia) hostel Roma com palmeiras imperiais na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma noite mal dormida (quem é que leva bebês em um albergue?) chegou o dia da apresentação. Pela manhã, uma busca desesperada por chantily para compor o bolo de mentira ("Eram framboesas..." – "Mas são brancas?!?") a descoberta inicial: Curitiba não tem padarias. Volta para o hotel, enche o carro do pobre cenógrafo com gente, cenário, figurino e ovo de páscoa. Começa a chover. Todo mundo se desespera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára a chuva. Agora o cenário não fica pronto, as madeiras não encaixam... A organização, encarnada numa mulher de pouco mais de 1,50m, com seu coletinho bege e um sorriso estampado no rosto para trazer notícias como "não vai ter luz". Manda o Pedrinho arranjar extensão e pedir emprestada a tomada do barzinho. O som também precisa de extensão. Bum! Uma madeira enorme, que pesa quase tanto quanto a organizadora com seu colete bege, caiu em cima da atriz. Ufa! A porta da igreja salvou a pobre de, no mínimo, um coma. Parece que não vai ter peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário continua sem encaixar. Acho que já são umas 5h e a galera começa a sentar no chão ali na frente. Nessa hora eu já estou em pé em um banquinho emprestado do barzinho martelando madeira, com a calcinha aparecendo pro público (minhas calças sempre caem da cintura). Pelo menos estou mostrando algo pra quem está esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a luz, o som e o cenário começam a ficar prontos. Milagres individuais. Os atores já estão quase maquiados. A rainha, também conhecida como Felipão, está linda de sombra roxa e tenta entrar no figurino. A moça da organização aparece com outro sorriso. Ai! Eles escolheram apresentar "Augusta, a Rainha Puta" na frente da igreja e vai ter missa. Num primeiro momento alguém chega a se importar mas logo depois o consenso geral é ignorar a informação e esperar que, se Deus quiser, o padre saia para benzer atores e platéia e seja mais um item cômico do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meia hora de atraso a peça finalmente começa. "Ó, meu castelo! Tenho tudo mas não controlo minha alma. A noite fujo para o prostíbulo de Madame Lacraia...". O público explode em risadas infantilmente sacanas. Estou filmando mas chego a ficar emocionada. Todos aplaudem, gritam, riem e participam. A peça é um sucesso completo. Aplausos de pé e felicidade. Estou orgulhosa e nem sei muito bem porque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair fomos gastar o dinheiro do chapéu ("é o nosso ganha pél") com alguma coisa para beber e comer. Todos felizes, analisando os pormenores de cada erro e cada reação. Gozei junto. Adorei! Reconheço que cheguei a duvidar da utilidade de todo aquele trabalho mas admito agora que fazer teatro deve ser do caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar esse longuíssimo texto resta falar da balada. Porque disso eu entendo. Depois de insistir com os atores amigos durante todo o final de semana, no domingo (só porque tinha que acordar às 6h) a resolução geral foi matar o cansaço com bebiba e fumaça num inferninho. Tratava-se da balada do Fringe. Gente descolada dançando música descolada num lugar descolado. E qual não é a minha surpresa!!! O meio famoso, meio metrossexual estava lá. Sentado, fingindo desinteresse mas se divertindo. Ele foi de avião mas na hora de fazer balada ficou com os xinelos! Pelo menos algum bom gosto, além da roupa e dos cabelos, ele deve ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111161540880909323?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111161540880909323/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111161540880909323' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111161540880909323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111161540880909323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/03/o-que-mesmo-fringe.html' title='O que é mesmo Fringe???'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111161528035429219</id><published>2005-03-23T13:59:00.000-08:00</published><updated>2005-03-23T14:01:20.356-08:00</updated><title type='text'>Crônica do operário padrão</title><content type='html'>por Murad*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida de proletário de indústria da comunicação é fogo. Cai cedo da cama com o despertador aos berros, toma banho na pia para acordar na marra, mastiga algum resto de tira-gosto da bebedeira da noite anterior e zarpa num pé só pra entrar no carro do motorista. Do motorista do coletivo, sejamos claros. Porque, afinal de contas, proletário que é proletário não passa vergonha comprando carro antigo livre de IPVA que sempre quebra na marginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proletário que é proletário disputa cada milímetro do latifúndio improdutivo chamado ponto de ônibus, fica puto da vida com o atraso da linha e se sente realmente parte da nação ao se espremer na muvuca em busca de um bom lugar no coletivo – de preferência sentado e longe de bebês chorões e de glutões inveterados que adoram dividir suas confidências alimentares com singelas emanações aromáticas em forma de gases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo com a vida sedentária e alcóolica, é preciso preparo físico. Sim, porque depois de correr atrás do coletivo e disputar quase que a tapa um lugar ao sol dentro do carro, a luta continua! E escapa de um esbarrão dali, se esquiva de uma mão boba acolá, se esgueira no meio dos parrudos que fazem questão de ficar em pé na porta para obstruir a passagem para finalmente pedir a parada e dar um salto, quase mortal, rumo a guia da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa batalha toda vem o melhor, ou o pior, da história. Veremos. Começa o expediente. Sinfonia de telefones, orquestra de teclados, berros estridentes de chefes desvairados. Um verdadeiro circo humano. Finalmente a hora do almoço – a melhor invenção para parcelar o sofrimento nosso de cada dia. Depois daquela suculenta pratada a la pedreiro o momento mais humano do dia: o cafezinho digestivo; hora de falar bem da gente e mal dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alma renovada, chega o momento inevitável da briga épica contra o banzo pós-almoço. Se não fosse tão trágico, seria uma comédia a luta para manter os olhos abertos e manter a posse torcendo para ninguém ter notado as tradicionais pescadas em frente ao computador. Menos mal! A disputa com Morfeu ajuda a tarde a passar mais rápido e para terminar com a agonia de enrolar o patrão até o fim do expediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente liberdade! Mas que mané liberdade é essa? Veja bem, entendo a luta de negros, índios e povos oprimidos em busca do direito de ir e vir e de fazer o que der na telha. Mas sejamos práticos: vivemos em liberdade condicional no trabalho! E como não? Saímos do trabalho já com uma boa dose de aporrinhações na cabeça e somos brindados com o maravilhoso e tradicional engarrafamento do fim do dia e já temos hora marcada pra voltar no outro dia! É um disparate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual a solução? Ir para o boteco com a turma da firma (claro, porque proletário que é proletário vive unido pelos laços da pobreza – e do álcool) pra falar mal do patrão, discutir sobre as boas e mesmas velhas polêmicas futebolísticas e, no fim das contas, já bêbado, chegar a conclusão que está tarde e que temos que ir embora para não atrasar o serviço do dia seguinte. Ledo engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho pra casa sempre tem um tempinho para mais uma saidera e a reunião do boteco é transferida para a residência mais próxima. Daí é inevitável. Começam os discursos retóricos sobre política, religião, sociologia e todas essas "logias" da vida. Última garrafa: o momento mais tenso da noite – já quase madrugada. Como um filme, todas as pendengas e problemas da vida e do trabalho passam na mente no cidadão que, dopado, nem percebe quando e deixado em casa pela turma da firma e só dá por si quando o som estridente do despertador o tira do estado de coma alcóolico auto-induzido e o trás de volta à boa e velha realidade. Mais um dia de maratona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* Murad é mineiro, comalista, fundador da Fact e da banda de punk-rock-psicodélico Coma Alcóolico e, nas horas vagas, ganha dinheiro pra folia como jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111161528035429219?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111161528035429219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111161528035429219' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111161528035429219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111161528035429219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/03/crnica-do-operrio-padro.html' title='Crônica do operário padrão'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11653391.post-111161506983837084</id><published>2005-03-23T13:54:00.000-08:00</published><updated>2005-03-23T13:57:49.840-08:00</updated><title type='text'>A "volta" de Júpiter Maçã: ao vivo em Sampa</title><content type='html'>&lt;p&gt;por AA&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A passagem do tempo tem feito bem para o Flávio Basso. Ou Jupiter Maçã. Ou Jupiter Apple. Bem, hoje ele é maçã novamente e faz shows por aí para promover seu novo disco, "Nº 4", que está pronto há horas e ninguém teve a sensibilidade de lançar (ou será que ele foi cabeça dura em não aceitar as condições de algumas gravadoras, como parece ter acontecido?). Ele fez um show para mostrar estas novidades no último dia 17 de fevereiro, no Sesc Pompéia em São Paulo, para uma platéia que estava mais para reverente do que para crítica. Também pudera: o cara tem altos e baixos, mas não adianta - ele é idolatrado por muitos, quase todos os lados da cena rock do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia escutado algumas das canções deste álbum há um ano, em Porto Alegre, na entrevista mais alcoolizada de toda a minha trajetória jornalística. Tanto que ela não saiu. Ok, ela seria publicada na saudosa Zero, que deixou de circular ano passado, o que colaborou para nada acontecesse com a apuração. Mas a verdade é que compreender aquelas anotações, até hoje, me parece um desafio, e não passei para ninguém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seja como for, naquela época, o que ouvi foram as canções que entrariam em um compacto de vinil (que foi lançado) e que fariam parte da nova bolacha. Mas ele ainda não tinha amadurecido, no discurso, algumas idéias que agora estão bem mais claras e que pude perceber no show. Na prática, o que ele nos traz para o momento é uma mistura de seu primeiro disco solo, "A Sétima Efervescência", com o tresloucado "Hisscivilization". Claro que sou suspeito pra falar porque sou fã do cara (você acredita na quimera da imparcialidade jornalística?), mas o resultado é lindo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Claro que ele segue bastante desafinado ao vivo (proposital???), mas as músicas enfim saem inteiras, mais orgânicas, e sem paradas no meio como no show do bar Ocidente, em janeiro de 2003 na capital gaúcha, quando ele deve ter começado umas 7 vezes "Beatle George", do disco novo - aliás, uma música que poderia tocar em QUALQUER rádio do mundo a exemplo de outras novas, como "Síndrome de Pânico". Creio que isso andou acontecendo (esses shows caóticos e brochantes pra qualquer fã) porque Flávio, Júpiter, passou por momentos difíceis nos últimos tempos, o que se refletiu na sua ingestão industrial de álcool em algumas temporadas. Eu não tenho nada que ver com isso, e não faço disso um fuxico, mas apenas um fato para dizer que, agora, ele parece melhor, o que significa shows melhores. Graças a esta redução no trago, acredito eu, o show não foi comprometedor, para não dizer constrangedor, como os últimos que vi em Porto Alegre, onde a birita imperou e a coisa foi difícil. Pelo contrário: vê-lo agora, bem melhor e motivado, me deu esperanças de futuro para um cara com um talento e sensibilidade incríveis mas que, às vezes, parece se perder em seu próprio mundo interior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O show começou com duas músicas do novo álbum, se não estou enganado, que serviram para a banda entrar nos eixos. E aí entra um detalhe: os membros da banda são ótimos e a coisa poderia ter ido mais longe na sonoridade. Equipamento? Mesa? Pouco ensaio? Não sei, mas fica a sensação de que dali saía mais caldo. Júlio Cascaes (sua banda Os Hipnóticos, bacana e pré-invasão mod juvenil em Porto Alegre, segue na ativa?), Talitha, Astronauta Pingüim e o batera que não lembro o nome mandam todos muito, muito bem. E fico imaginando essa banda (mais a cítara que normalmente acompanha os shows, do parceiro que carinhosamente chamo de Toquinho e não lembro o nome também) no talo, a ponto de bala. Tenho certeza que virão shows ainda melhores que esse, que já foi um salto quântico em relação aos anteriores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passada a tensão inicial, a coisa desandou pro bem: músicas de todos os discos menos do Hisscivilization. O Júpiter, o Flávio, parece ter o dom de apagar uma parte da carreira em detrimento da outra. Ou talvez não houvesse estrutura pra reproduzir a psicose sonora de boa parte das faixas desse álbum, onde ele apostava muitas fichas em nome de uma carreira no exterior. Seja como for, ele não tocou essas, mas fez o que eu já sabia que ele tinha feito em shows recentes: voltou a tocar, sem culpa, canções dos Cascavelettes e do TNT!! Não teve como não cantar todas junto: "Minissaia sem calcinha", "Morte por tesão", "Zero", "Menstruada".... Ai que bons tempos onde se falava de putaria como um bagaceiro, e não como um pseudo-gangsta que quer ser mauzão pra comer mulher...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele executa boa parte das favoritas de todo mundo presente no show e acaba tocando o horror com "Essência Interior". Final feliz: Júpiter está voltando pra valer! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11653391-111161506983837084?l=blogaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogaca.blogspot.com/feeds/111161506983837084/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11653391&amp;postID=111161506983837084' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111161506983837084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11653391/posts/default/111161506983837084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogaca.blogspot.com/2005/03/volta-de-jpiter-ma-ao-vivo-em-sampa.html' title='A &quot;volta&quot; de Júpiter Maçã: ao vivo em Sampa'/><author><name>Blogaceiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01048568999683644556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
